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	<title>História do Mormonismo &#187; Tópicos Especiais</title>
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		<title>Papiros Egípcios e o Livro de Abraão</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 18:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papiros Egípcios]]></category>
		<category><![CDATA[Tópicos Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Kerry Muhlestein é um professor associado de escrituras antigas da BYU. Muitos críticos tem afirmado que a tradução de Joseph Smith dos papiros Egípcios e sua interpretação dos desenhos Egípcios não estão de acordo com o que a Egiptologia diria destas coisas. Tais críticos então questionam sua habilidade de traduzir registros antigos. Um exame mais [...]]]></description>
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			   </div><p><em>Kerry Muhlestein é um professor associado de escrituras antigas da BYU</em>.</p>
<p>Muitos críticos tem afirmado que a tradução de <a class="external_link_tool" href="http://igrejamormon.org/joseph_smith_mormon">Joseph Smith</a> dos papiros Egípcios e sua interpretação dos desenhos Egípcios não estão de acordo com o que a Egiptologia diria destas coisas. Tais críticos então questionam sua habilidade de traduzir registros antigos. Um exame mais cuidadoso revela que estas afirmações são baseadas em falsas suposições e má informações. Pesquisas sólidas dão suporte às afirmações de Joseph Smith.</p>
<p>Quando eu decidi fazer um doutorado em Egiptologia na UCLA, eu não pretendia estudar ou explicar assuntos referentes ao Livro de Abraão. Eu estava ciente das diversas controvérsias, mas não as achava convincente ou interessante na época. Eu estava terminando o meu mestrado em Hebreu bíblico e estava mais intrigado com o Êxodo e suas conexões Egípcias. Eu também estava fascinado com os assuntos Egiptólogos em si. Assim eu comecei meu programa de PhD sem qualquer plano de despender tempo em qualquer coisa que fosse associado ao Livro de Abraão.</p>
<p>Durante meu trabalho de doutorado, ao ensinar nas classes do instituto sobre a Pérola de Grande Valor, descobri que a mensagem do Livro de Abraão era cada vez mais poderosa e gravitacional. Eu não conseguia escapar do sentimento que eu estava apenas arranhando a superfície, e que havia muito mais coisa que eu não estava entendendo. Quanto mais compreendia as mensagens do Livro de Abraão, maior era este sentimento. Além disto, alguns anos depois, começaram a aparecer várias publicações feita por outros estudiosos sobre o tema que havia escolhido para minha tese; ele não parecia mais um foco viável para uma pesquisa original. Enquanto eu tentava decidir sobre outro tema para minha tese, vários eventos salientaram a necessidade de pesquisar alguns aspectos associados com o Livro de Abraão. Um grande número destes eventos revelaram que alguns Egiptólogos tinham sentimentos profundos contra qualquer assunto associado com aquele livro maravilhoso.</p>
<p>Em algum nível, eu posso entender os sentimentos negativos mantidos por alguns colegas. Os egiptólogos são bombardeados constantemente com ideias descabidas sobre como interpretar aspectos de símbolos e crenças egípcias. Isto foi uma grande verdade principalmente nos séculos XVIII e XIX, período em que houve um interesse renovado no Egito, mas uma ausência de habilidade acadêmica para levar ao conhecimento adequado da cultura do antigo Egito. Eu acredito que este fervor de interessa foi pelo menos parcialmente inspirado pelo Senhor. Ele resultou da chegada súbita de múmias e papiros nos Estados Unidos &#8211; algum dos quais continham o Livro de Abraão e acabaram nas mãos de Joseph Smith. Muitos estudiosos veem Joseph Smith como meramente uma parte desta fascinação dos americanos do século XIX com o Egito. Essa percepção leva a um foco particular do uso de Joseph Smith dos papiros egípcios.</p>
<p>Para entender melhor esta percepção, precisamos perceber que exceto Joseph Smith, nenhum daqueles que afirmaram estar interpretando artefatos  egípcios durante aquele período esteve sequer próximo de estar correto em suas conclusões. Se alguns dos religiosos contemporâneos de Joseph Smith, tais como Ann Lee, George Fox ou Alexander Campbell, afirmassem ter traduzidos papiros egípcios, eu não estaria inclinado a dar o mínima de crédito a suas afirmações. Os egiptólogos estão acostumados com esse tipo de declaração, mas há uma diferença significante entre as afirmações de Joseph Smith e de outros de sua época &#8211; Joseph ainda tem milhões de seguidores que aceitam a sua interpretação como certa. Nenhum dos outros tem seguidores modernos que acreditam em suas ideias. Porque sem a ajuda de Deus ninguém na época e lugar de Joseph poderiam traduzir egípcio, alguns de meus colegas estão maravilhados que alguém continue a acreditar que Joseph Smith o pudesse. Eles são unidos, e até mesmo estimulados, por pessoas de outras religiões que estão inclinados a desacreditar o Profeta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_993" class="wp-caption aligncenter" style="width: 313px"><a href="http://historiamormon.org/files/2012/04/Fac-símile-1.gif"><img class="size-full wp-image-993" title="Fac-símile 1" src="http://historiamormon.org/files/2012/04/Fac-símile-1.gif" alt="" width="303" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fac-símile 1</p></div>
<p>Durante este mesmo período que eu estava sendo exposto a este rancor, eu também encontrei um grande número de pessoas boas que se tornaram cegas por aqueles com tal vitríolo. Existem muitas pessoas honestas buscando a verdade, tanto dentro quanto fora da Igreja, que não sabem o que fazer com as afirmações dos críticos anti-<a class="external_link_tool" href="http://gmormon.org/447/mitos-mormons">Mórmons</a> sobre o Livro de Abraão. Eu percebi que muitos membros da Igreja que tem dificuldade com este assuntos referente ao Livro de Abraão não são necessariamente pessoas buscando desculpas para deixar a Igreja. Muitos simplesmente encontraram argumentos bem escritos (mas não necessariamente bem documentado ou bem pesquisado) conta o Livro de Abraão e não sabem como responder as perguntas colocadas nestes argumentos. Eles, assim como Joseph Smith antes deles, não sabiam como responder as guerras de palavras ao seu redor, mas ainda procuram honestamente pela verdade.</p>
<p>Nesta mesma época, eu comecei a corresponder  com alguns de meus irmãos Cristãos que estavam escrevendo publicações conta o Livro de Abraão. Eu descobri que a maioria deles tinham boa intenções e estavam simplesmente tentando fazer o que lhes parecia correto. Eu acho que poucas pessoas estão cientes de que as coisas que escrevem sobre o Livro de Abraão são baseado em informações incorretas e má suposições. Eles são enganados pelos erros, mentiras, e lixos colocados por alguns,  e acabam passando informações erradas inadvertidamente sem realmente pesquisar as fontes utilizadas. Eles fazem isso porque acreditam sinceramente nas coisas que leem, sem saber que eles também foram enganados.</p>
<p>Porque muitas pessoas acreditam nessas suposições incorretas, suas conclusões lógicas é que eles precisam ajudar outras pessoas a entender o que eles aprenderam. Esses homens e mulheres bons e anteciosos não estão geralmente consciente que eles precisam desenganar as suposições falsas e supostos fatos que eles encontraram.</p>
<p>Todos estes fatos me convenceram que havia uma necessidade real para se fazer um trabalho sério sobre o Livro de Abraão, especialmente no tangente a Egiptologia. Eu estava ciente que alguns estudiosos Santos dos Últimos Dias estavam trabalhando neste tema, mais notavelmente Michael D. Rhodes e John Gee. Mas eu também me convenci que precisava fazer algo mais.</p>
<p><strong>Sacrifício Humano no Egito e o Livro de Abraão</strong></p>
<p>Um assunto que me intrigava era baseado em intimações de alguns autores que o sacrifício humano não existia no antigo Egito. Os egiptólogos negam amplamente a existência dessa prática, algumas vezes com veemência. Eu sempre aceitei essa linha de pensamento, até um amigo Santo dos Últimos Dias em meu programa de doutorado, Val Sederholm, apontar um possível exemplo de sacrifício humano na história Egípcia. Nenhum de nós sentíamos que a prova de sacrifícios humanos era necessário para dar suporte a historia do Livro de Abraão sobre o quase sacrifício de Abraão, pois Abraão deixa claro que o sacerdote que quase o sacrificou representava uma amálgama de religiões do Oriente Médio (ver <a href="http://scriptures.lds.org/pt/abr/1">Abraão 1:7</a>). Algumas das culturas representadas certamente realizavam sacrifício humano. Ainda assim, o conceito completo de violência sagrada me fascinava, então eu determinei escrever minha tese sobre a estrutura religiosa para assassinato sancionado no antigo Egito. Eu não tinha um assunto específico, apenas queria descobrir o que aconteceu no Egito referente a este tema.</p>
<p>Por um ano e meio eu dediquei quase todo o meu tempo &#8211; às vezes quatorze horas por dia &#8211; par pesquisar e escrever sobre a violência sagrada no Egito. O que mais me surpreendeu foi o quanto a cultura Egípcia que eu estava descobrindo se encaixava bem na cultura retratada no Livro de Abraão e também como esse conhecimento me ajudou a entender várias nuances daquele livro. Aqui eu poderei apenas dar uma sinopse de meus achados.</p>
<p>Embora os egípcios <em>possam</em> ter tido algum tipo de programa regular de sacrifício humano (pequenas evidências sugerem isto, mas não há evidência conclusiva), ao mesmo tempo eles certamente <em>acreditavam</em> que haviam algumas circunstancias nas quais a única resposta apropriada era um ritual para matar alguém. O cenário mais provável para isto acontecia quando um indivíduo perturbava a ordem religiosa ou política. O Livro de Abraão indica que Abraão estava pregando contra a idolatria (um conceito que está no coração de quase todo aspecto da cultura e crença Egípcia) e isto fez com que o sacerdote local o tentasse sacrificar (ver Abraão 1:5-7). Uma grande quantidade de tradições não canônicas sobre Abraão concordam com este cenário.</p>
<p>Não só os cenários se encaixam, como eles completam um ao outro. Por exemplo, eu sempre achei curioso que a maioria das tradições não canônicas afirmassem que Abraão devia ser queimado, enquanto o Livro de Abraão fala de um altar &#8211; embora ele nunca especifica como ele seria morto no altar. O Fac-símile 1 indica uma faca sendo usada. O que eu encontrei nos poucos casos de sacrifício egípcios (humanos ou não) sobre os quais temos detalhes é que tipicamente a vítima do sacrifício era atingida com uma lâmina e então era queimada. Em retrospectiva, isto faz muito sentido. É muito mais fácil queimar alguém ou alguma coisa que já está morta. Quase todo sacrifício animal era feito desta maneira. Isto era o que provavelmente iria acontecer com Abraão também, primeiro ser atingido com uma faca enquanto estava no altar (conforme retratado no fac-símile 1) e então queimado. Assim as fontes egípcias ajudaram a compreender o sentido de vários elementos da historia de Abraão.</p>
<p>Eu descobri que realizar pesquisas Egiptólogas completas e corretas eram a chave para entender o Livro de Abraão. Quando buscamos os fatos pesquisando os materiais cuidadosamente, eles se encaixam perfeitamente com as informações recebidas de Joseph Smith. A figura que o Livro de Abraão retrata detalhes claros do grande mural da historia e prática egípcia.</p>
<p><strong>Encontrando Mais Suporte para o Livro de Abraão</strong></p>
<p>Tendo percebido que a egiptologia resolvia um problema que os críticos usavam para tentar desacreditar o Livro de Abraão, eu comecei a me perguntar o que mais minha disciplina poderia oferecer para aproximar e entender o volume sagrado. Eu também estava intrigado com as ideias antigas encontradas dentro do livro de escrituras. Ao começar a procurar em vários elementos textuais, eu não apenas encontrei respostas, mas eu descobri que outros também encontraram estas mesmas respostas. Muitos fragmentos textuais do Livro de Abraão tinham suporte histórico. Deixe-me providenciar um exemplo.</p>
<p>Abraão fala sobre um ponto particular entre Ur e Harã; embora haja algum desentendimento sobre onde Ur de Abraão realmente ficava, muitos estudiosos Santos dos Últimos Dias que consideram a evidencia fornecida no Livro de Abraão acham que a candidata mais provável está em algum lugar a leste de Harã; Abraão cita um lugar próximo chamando-as de planícies de Olisem (ver Abraão 1:10). Este é um nome que ninguém havia ouvido durante os dias de Joseph Smith, mas uma vez que o Livro de Abraão usa vários termos que ninguém havia encontrado em nenhum lugar, Olisem não se destacou a princípio. Entretanto, descobertas de textos antigos desde os dias de Joseph revelam dois textos &#8211; um de antes da época de Abraão e um relativamente contemporâneo a Abraão &#8211; citam um local próximo a Harã chamado Olisem. As chances de que Joseph Smith tivesse inventado uma terra fictícia que veio a ser precisa em nome, tempo e local são muito astronômicas até mesmo para serem consideradas. Eu não sei como este fato poderia ser interpretado como qualquer outra coisa a não ser como uma evidência de que Joseph Smith realmente estava traduzindo um documento antigo.</p>
<p>Existem várias palavras estrangeiras no Livro de Abraão que não encontramos homólogos antigos para elas &#8211; palavras como <em>kae-e-vanrash</em>, a explicação para a figura 5 no Fac-símile 2. Embora estas possam parecer evidencias contra a validade do Livro de Abraão, o caso de palavras estranhas no Livro de Abraão não é de maneira alguma incomum. Isto também é verdade para vários textos egípcios que datam da mesma época e período dos papiros; frequentemente encontramos nomes e palavras que não fazem nenhum sentido para nós. Ao mesmo tempo, uma grande quantidade de palavras do Livro de Abraão tem homólogos bastante reais que dão suporte as traduções de Joseph Smith.</p>
<p>Estas palavras, juntamente com o nome <em>Olisem</em> nos levam a conclusão que uma boa pesquisa tornam o vocabulário de um livro &#8211; antes um dos motivos para subjeção dos críticos &#8211; em uma grande força em favor do Livro de Abraão.</p>
<p>Recentemente u comecei uma outra pesquisa que trouxe mais luz no Livro de Abraão do que eu esperava. Eu estava ciente que algum trabalho havia sido feito sobre o uso de nomes bíblicos e historias em textos religiosos egípcios, os quais me interessavam, especialmente porque eu escavei no Egito, em uma área onde havia uma presença significante de Judeus e onde o Cristianismo pode ter sido divulgado com bastante antecedência. Devido ao meu desejo de entender o passado religioso cultural que possa ter levado a essa rápida conversão ao Cristianismo, e porque o Livro de Abraão parecia pertencer a um sacerdote Egípcio, eu queria aprender mais sobre este assunto. Assim, quando a Academia Russa de Ciências me convidou para participar de uma conferencia sobre Egiptologia que focaria parcialmente em interação intercultural, eu decidi que era a hora perfeita para continuar com minhas investigações sobre este assunto.</p>
<p>Então eu me organizei para investigar mais o fenômeno cultural que poderia me ajudar a entender melhor tanto os resultados da escavação e a historia dos papiros de Joseph Smith, sem saber onde estas evidências podia levar. Embora eu tenha feito pesquisa egiptológa, a evidência me levava para a conclusão que os sacerdotes em Tebas tinham tanto textos bíblicos quanto histórias não bíblicas sobre figuras bíblicas em sua posse desde pelo menos 200 A.C. e que o personagem que mais liam sobre era Abraão. Eu apresentei essa informação na conferência e houve uma aceitação universal, tanto que muitos especialistas em interação entre Judeus e Egípcios deste período de tempo me procuraram após a minha apresentação para compartilhar comigo o quanto eles concordavam com meus achados. O artigo foi solicitado para publicações no procedimento, e eu antecipo que dentro dos próximos anos vai ser publicado.</p>
<p>O mais surpreendente é que, como será discutido mais detalhadamente abaixo, o proprietário do Fac-símile 1 era um sacerdote de Tebas que viveu cerca de 200 A.C. Este fato é perfeitamente complementado pela descoberta que os sacerdotes de Tebas tinham textos bíblicos por volta de 200 A.C. Eu tenho ficado forçosamente impressionado com o quanto as evidências da Egiptologia estão em harmonia com o Livro de Abraão.</p>
<p><strong>Suposições Equivocadas e a Fonte do Livro de Abraão</strong></p>
<p>Uma das questões mais prementes concernentes ao Livro de Abraão tem a ver com sua origem. Qual foi a fonte da tradução de Joseph? Esta questão se torna muito importante quando o Museu Metropolitano de Nova York revela que ele obteve alguns dos papiros que Joseph Smith possuía, incluindo o Fac-símile 1. Eles deram estes papiros &#8211; conhecidos como Papiros Joseph Smith &#8211; para a Igreja e segui-se o fervor sobre o Livro de Abraão. Os textos nestes fragmentos de papiros foram traduzidos como versões de textos funerais egípcios comuns. O texto adjacente ao Fac-símile 1 era uma cópia do Livro de Respirações (Book of Breathings), uma composição que era designada para ajudar os falecidos a atingirem suas metas desejadas no pós-vida.</p>
<p>Uma vez que a existência do papiro foi levada a público, a suposição imediata era que o texto adjacente do Fac-símile 1 deve ter sido o texto de onde Joseph Smith traduziu o Livro de Abraão. A ideia que o texto adjacente à Fac-símile 1 era a fonte do Livro de Abraão foi uma suposição tentadora. Porque agora temos a habilidade de traduzir tais textos, a ideia agradou igualmente Mórmons e não-Mórmons; o primeiro grupo ansioso para ter alguma prova palpável da inspiração do profeta e o outro querendo evidencias contra a habilidade reveladora. Embora a maioria de ambos os grupos não estejam cientes sobre o assunto, suas esperanças estavam baseadas em uma suposição, e uma suposição problemática sobre o tema. Embora a primeira vista parece razoável assumir que o texto adjunto à Fac-símile 1 seria o lugar para procurar a fonte do Livro de Abraão, existem muitas razões para descartar esta suposição. Abaixo estão as seis mais significativas:</p>
<p>1. Mesmo com modernos softwares e tecnologia de publicações, frequentemente não somos capazes de colocar uma ilustração ao lado do texto com os Papiros Egípcios e o Livro de Abraão, o qual é associado. Assim quando um texto diz &#8220;ver figura 3.2&#8243;, esta figura geralmente está em uma outra página. Mesmo com as habilidades de layouts eletrônicos sofisticados que desenvolvemos, quando eu peço a meus alunos quantos deles possuem textos que se enquadram neste caso, quase todos levantam as mãos. Esta dissonância entre texto e figura é ainda mais pronunciada com papiros antigos; é comum encontrar a figura (em um papiro egípcio as chamamos de vinhetas) longe do texto. Tal incongruência foi especialmente endêmica para a época de Ptolomeu, período no qual o Papiro Joseph Smith foi criado e o tipo de texto que encontramos próximo ao Fac-símile 1.21 neste caso, o Papiro Joseph Smith passa a ser exatamente como a maioria dos papiros desta época.</p>
<p>2. Além disto, durante o período no qual o Papiro Joseph Smith foi criado, era comum não apenas para o texto e suas figuras acompanhantes ficarem separadas uns dos outros, mas também era comum vinhetas erradas serem associadas ao texto, ou o texto e a vinheta ficarem completamente desalinhados em um longo pergaminho. O conteúdo de uma vinheta e o conteúdo do texto frequentemente faltavam uma conexão aparente. Isto é particularmente comum no Livro das Respirações, o tipo de textos que está adjacente ao Fac-símile 1 no Papiro Joseph Smith.</p>
<p>3. Não há caso conhecido de qualquer vinheta remotamente semelhante a Fac-símile 1 que está associada com o tipo de texto que esta adjacente a este Fac-símile. Nenhuma outra cópia do Livro de Respirações contem algo semelhante. Baseado em paralelos antigos do Livro de Respirações, a conclusão mais provável é que a figura ao lado do texto não estava associada a ele.</p>
<p>4. o Livro de Abraão em si diz que as imagens (ou desenhos) dos deuses idolatras &#8220;se encontram no início&#8221; (Abraão 1:14), presumidamente do registro ou do papiro no qual o texto foi registrado. Esta declaração parece indicar que a vinheta descrevendo o altar e os ídolos não está adjacente ao texto, mas em algum lugar longe dele &#8211; no início. Não sabemos se foi Abraão ou um outro escritor depois que criou os desenhos e os inseriu na declaração. Além disto, nos manuscritos mais antigos que temos do Livro de Abraão, esta frase foi inserida depois que o resto do texto foi escrito, significando que Joseph ou seu escriba provavelmente o inseriu enquanto estavam preparando para publicar o texto. Não podemos falar quem escreveu esta linha.</p>
<p>5. alguns registros indicam que a fonte para o Livro de Abraão tem alguns caracteres Hebreus inseridos nele. Nenhum dos fragmentos que temos hoje em dia contém qualquer caractere Hebreu. Assim devemos concluir que as testemunhas oculares estavam descrevendo outros textos alem dos que possuímos agora.</p>
<p>6. Finalmente, os registros de testemunhas oculares dos dias de Joseph Smith concordam que o Livro de Abraão estava no longo pergaminho. Através de documentos dos museus podemos corroborar que o longo pergaminho foi vendido para o museu de Chicago. Infelizmente, ele foi destruído por fogo em 1871. A pequena porção do lado de fora daquele rolo parece ter sido cortada e montada para sua proteção (a parte externa do pergaminho é sempre a mais danificada e Joseph deve ter sentido que esta parte danificada precisava de ser preservada). Porque esta parte do pergaminho foi colado a papel que data o período de Kirtland, o registro de uma testemunha ocular concorda que o Livro de Abraão foi traduzido de um longo pergaminho depois que fragmentos foram cortados, testemunhas oculares do papiro durante o período de Nauvoo não pensavam que os fragmentos que temos hoje continham o Livro de Abraão. Novamente, somos forçados a concluir devido a evidências históricas que temos que os fragmentos que temos hoje não são a fonte do Livro de Abraão.</p>
<p>Dados os problemas com a suposição que o texto ao redor do Fac-símile 1 era a fonte do Livro de Abraão e o fato que possuímos apenas uma pequena porcentagem do rolo de papiro original no qual o Fac-símile 1 foi desenhado (talvez apenas 5 por cento), devemos concluir que seja muito improvável e temerário insistir que o texto adjunto a Fac-símile 1 deva ser o texto do Livro de Abraão. Ainda assim os críticos insistem nesta suposição equivocada.</p>
<p>Isto traz a tona a questão de quanto papiro Joseph Smith tinha, e especialmente quão longo o papiro com o Fac-símile 1 pode ter sido. Os fragmentos que temos hoje em dia (os quais contém o Fac-símile 1, o Papiro Egípcio, e o Livro de Abraão e o texto adjacente) consistem em menos de 60 centímetros quando colocados juntos. Mas qual era o tamanho do pergaminho originalmente, e ele continha a fonte para o Livro de Abraão?</p>
<p>Sabemos de testemunhas  oculares que Joseph tinha &#8220;dois rolos de papiros, alem de alguns outros escritos do Egito antigo&#8221;. Do papiro sobrevivente, podemos identificar cinco antigos donos, indicando que haviam pelo menos cinco conjuntos de papiros. Uma variedade de registros estabeleceram que pelo menos dois destes eram de tamanho considerável. Outra testemunha contemporânea descreveu uma quantidade de fragmentos de papiros contidos em um vidro, um &#8220;rolo longo&#8221; supostamente contendo o Livro de Abraão, bem como &#8220;um outro rolo&#8221;. Assim as evidências históricas que temos estabelecem a existência de um papiro de tamanho considerável, um outro pergaminho mais longo, e várias outras peças de papiros. A maior parte dos escritos deviam estar nos dois rolos de papiro.</p>
<p>Concernente a tamanho, não podemos ter certeza do comprimento dos rolos. Vários métodos foram usados na tentativa de descobrir seu comprimento, mas a mais apropriada probabilidade vem das aplicações de uma fórmula matemática de John Gee (que foram usadas por outros Egiptólogos) no qual a circunferência do rolo e o quão firmemente apertado ele estava pode ser usado para calcular seu comprimento original. Aplicando esta fórmula matemática, Gee estimou que o pergaminho antigo que pertencia a Seminis (o rolo menor) teria cerca de 6,1 a 7,6 cm de comprimento. O pergaminho mais longo (que continha Fac-símile 1) pertencia na antiguidade a um sacerdote chamado Horus. É estimado que este papiro tivesse mais de 12m de comprimento. Estas evidências combinadas retratam uma realidade convincente que Joseph Smith tinha uma grande quantidade de papiros em sua posse. Como é muito comum que os rolos de papiros tenham escritos em ambos os lados, um conservador estima aproximadamente mais de 24m de textos no rolo que continha o Fac-símile 1. Estes achados indicam que temos apenas cerca de 2,5% do que Joseph Smith tinha originalmente. Havia claramente espaço para o Livro das Respirações, o Livro de Abraão, e uma quantidade enorme de outros textos no rolo longo. Durante aquela época não era incomum ter múltiplos textos em um único papiro.</p>
<p><strong>Os Papéis Egípcios de Kirtland</strong></p>
<p>Alguns supuseram que uma coleção de papéis ecléticos, às vezes conhecidos como os Papéis Egípcios de Kirtland, provam que o texto adjacente ao Fac-símile 1 era a fonte para o Livro de Abraão. Este argumento vem de algumas folhas de papel, duas das quais exibem alguns escritos com a caligrafia de Joseph Smith, que mostram caracteres hieráticos egípcios na margem e nos parágrafos do Livro de Abraão escritos ao lado deles. Algumas pessoas supuseram que isso significa que os longos parágrafos do texto de Abraão são uma tradução dos caracteres hieráticos próximos as escritas. Uma vez que estes caracteres parecem vir do texto hierático próximo ao Fac-símile 1no Papiro Joseph Smith, alguns tem argumentado que Joseph estava traduzindo do papiro que temos atualmente quando ele nos deu o Livro de Abraão.</p>
<p>Existem algum problemas com esta interpretação: (1) como foi claramente explicado acima, as evidências indicam que estes papiros não eram a fonte do Livro de Abraão. Devido a registros de testemunhas oculares, somos levados a concluir que a fonte estava em algum outro lugar no pergaminho, os caracteres do Papéis Egípcios de Kirtland devem servir para algum outro propósito. (2) Erros de transcrição em todas estas cópias mostram claramente que esta não é a tradução original do Livro de Abraão. Eles são cópias posteriores daquele livro. Se Joseph tivesse escrito originalmente um caractere egípcio na margem e então tivesse ficado intrigado ou tivesse a tradução revelada para ele, não haveria a necessidade de continuar a escrever os caracteres originais quando tivesse fazendo a terceira ou quarta cópias do texto de escrituras. (3) Podemos documentar que Joseph Smith não estava em Kirtland quando muitos dos Papéis Egípcios de Kirtland foram criados. (4) Tanto o fato de que o texto hierático foi substituído na versão em inglês do Livro de Abraão quanto a evidência de práticas escriba especifica sugerem que o texto hierático foi uma adição posterior. Isto indica que eles foram escritos depois que o texto estava completo, não copiado previamente e então traduzido.</p>
<p>Eu não entendo a relação entre os caracteres egípcios e o resto dos papeis. Eu acredito que as evidências nos levam a concluir que os papeis não são um registro do processo de tradução, mas eu estou meio perdido para dizer de que registros eles foram tirados. Talvez os caracteres egípcio foram colocados ao lado do texto para excitar a mente de leitores em potencial na esperança de aumentar a circulação do livro; talvez eles são meramente uma manifestação do tipo de fascinação com línguas e escritos que sabemos que W. W. Phelps demonstrava frequentemente. Ou as figuras egípcias podiam meramente servir como adornos caprichosos e arcaicos. Provavelmente nenhuma destas especulações é a resposta. O ponto importante é que as evidentes que temos não apoiam a conclusão que os críticos tentam derivar deste papeis. De fato, elas indicam que estas conclusões estão erradas.</p>
<p><strong>O Autor do Livro de Abraão</strong></p>
<p>Tanto os membros de A <a class="external_link_tool" href="http://www.mormons.eng.br/PrincipiosEvangelho/Capitulo17.htm">Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias</a> quanto aqueles de outras religiões  tem frequentemente assumido que a declaração: &#8220;Os escritos de Abraão enquanto se encontrava no Egito, chamados Livro de Abraão, escritos do próprio punho em papiro&#8221; (cabeçalho do Livro de Abraão), significa que o próprio Abraão copiou os escritos para o papiro adquirido pelo Profeta Joseph. Os críticos tem atacado este pressuposto porque podemos datar os papiros que temos, incluindo o Fac-símile 1, em um período posterior ao de Abraão. Sabemos exatamente quem era o dono deste rolo de papiro, quais eram seus ofícios sacerdotais e seus deveres, que ele serviu e viveu em Tebas, e o nome de várias gerações de sua família. O homem que era dono (e provavelmente o criador) dos fragmentos do Papiro Joseph Smith 1, 10 e 11 (que constituem o inicio do pergaminho que contem o Fac-símile 1) era Hor (Horus em sua forma grega) &#8211; um sacerdote influente de Tebas, por volta da época da criação da Rosetta Stone (que é uma pedra do antigo Egito contendo um decreto emitido em Memphis, aproximadamente 200 A.C.). Seu pai era o governador de Tebas e tinha a mesma posição sacerdotal que seu filho. Horus teria sido altamente educado, letrado , e provavelmente tinha o conhecimento de vários idiomas; ele também devia ter acesso às grandes bibliotecas dos templos de Tebas. Eu já discuti a evidência mostrando que os sacerdotes em Tebas durante este período tinham acesso a historias sobre Abraão. Assim o proprietário deste papiro era um sacerdote com alto nível de educação que provavelmente tinha acesso a informações sobre figuras bíblicas. Curiosamente, um dos seus papéis como sacerdote estava associado com os rituais de execração egípcias, que às vezes envolvia o sacrifício humano &#8211; algo semelhante ao que Abraão descreve no Livro de Abraão e que está retratado no Fac-símile 1.</p>
<p>Os críticos dizem que se este papiro foi escrito no segundo século antes de cristo, não é possível que ele tenha sido escrito por Abraão. Referente a esta suposição, eu pergunto, quem disse que este papiro particular foi escrito pelas próprias mãos de Abraão? O cabeçalho não indica que Abraão escreveu naquela cópia em particular, mas que ele era o autor do texto original. O que estes críticos tem feito é confundir as diferenças entre o texto e o manuscrito. Por exemplo, muitas pessoas tem uma copia do best seller de J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis; cada um tem uma cópia manuscrita do texto que Tolkien escreveu originalmente. Um texto, indiferente de quantas cópias ele possa ter no mundo, é escrito pelo mesmo autor. Entretanto, cada cópia daquele texto é um manuscrito.</p>
<p>As primeiras cópias conhecidas do livro de Isaías datam de centenas de anos após a morte do profeta. Ainda assim isto não nos leva a conclusão que Isaias não seja o autor do Livro de Isaías. Certamente os manuscritos que temos são cópias do texto original que ele escreveu durante a sua vida. Todos sabemos que quando um autor do mundo antigo escrevia alguma coisa, se estes escritos deviam sobreviver ou ser disseminado, o texto tinha que ser copiado várias vezes, por várias gerações. Quando o cabeçalho declara que o livro foi escrito pelas próprias mãos de Abraão, ele refere quem é o autor, não quem copiou o manuscrito particular que veio a ficar em posso de Joseph Smith. Se os críticos tivessem pensado sobre o assunto cuidadosamente, eles nunca o teriam levantado. Estes assuntos também destacam a questão de como o Livro de Abraão veio a estar no Egito, pra inicio de conversa. Existe um número estonteante de possibilidades. O próprio Abraão estava no Egito, assim como estava seu bisneto, José, e todos os seus descendentes israelitas por centenas de anos depois. Após o Êxodo, os Israelitas continuaram a viajar e a viver no Egito. Após a destruição de Jerusalém pela Babilônia, um grande grupo de judeus se mudaram para o Egito e criaram comunidades duradouras e prósperas, até ao ponto de construírem um templo. Foi durante este período que os Papiros Joseph Smith 1, 10 e 11 foram criados. Cópias destes papiros poderiam ter sido levados de um lado para o outro entre o Egito e Israel por vários anos desta era.</p>
<p><strong>Interpretações dos Fac-símiles</strong></p>
<p>As possíveis interpretações dos Fac-símiles são complicadas e numerosas, fazendo com que seja possível nos aprofundar muito concernente as muitas questões que são levantadas referente a estes Fac-símiles. Ainda assim alguns assuntos precisam ser tratados, especialmente referente aqueles ataques feitos contra os Fac-símiles, baseados em um pressuposto problemático. Tipicamente, as pessoas tem perguntado como os Egípcios teriam interpretado estes desenhos e como isto se compara com a maneira que Joseph Smith os interpretou. Mas esta questão é geralmente respondida sem examinar as crenças Egípcias, mas baseadas no que os Egiptólogos modernos dizem. Isto é compreensível, já que não temos acesso a nenhum Egípcio antigo. Ainda assim sabemos que os egiptólogos modernos podem estar errados concernente a como os egípcios teriam interpretado estes desenhos. Por exemplo, John Gee demonstrou que as poucas vezes encontramos rótulos egípcios das várias figuras nos hipocéfalos (desenhos semelhantes ao Fac-símile 2), os rótulos raramente estavam de acordo com o que os egiptólogos modernos haviam dado para as figuras. Além disto, nós, egiptólogos, usamos uma metodologia pobre quando interpretamos os símbolos egípcios do período do Papiro Joseph Smith. A maior parte do nosso conhecimento sobre o que os símbolos do antigo Egito significam vem da Décima oitava Dinastia , por volta de 1500 A.C. Nós então aplicamos, frequentemente, estes significados para figuras semelhantes de qualquer período de tempo. Entretanto, o Papiro Joseph Smith data de mais de mil anos voláteis depois, e é quase certo que as interpretações de muitas imagens mudaram durante este período de tempo. Assim, um problema em criticar as interpretações que Joseph fez dos Fac-símiles é que nosso único meio de interpretá-las é baseado em uma comparação equivocada.</p>
<p>Devido a estes problemas, é ineficiente usar a interpretação de egiptólogos modernos dos Fac-símiles para julgar a validade da interpretação de Joseph Smith. Se tivéssemos que nomear a interpretação de Joseph como X, a dos egiptólogos como Y e o que os Egípcios antigos acreditavam como Z, muitos provavelmente diriam que se Joseph está certo, então X é igual a Z. Mas para descobrir se X é igual a Z, eles comparam X com Y. Como não sabemos se Y é igual a Z, essa comparação se torna completamente sem sentido. Além do mais, sequer podemos assegurar que os egípcios saberiam como interpretar os símbolos do Livro de Abraão. Sabemos que, em muitas ocasiões, os descendentes de Abraão pegaram elementos da cultura egípcia e aplicaram seu próprio significado para elas. Assim precisamos perguntar se devemos procurar por uma interpretação judaica ao invés de uma interpretação egípcia. Devemos considerar a possibilidade que o artista original primeiro desenhou em um estilo artístico judeu, mas quando um Egípcio copiou novamente os desenhos no Século II A.C., o artista o fez de acordo com seus costumes artísticos. Então, onde devemos procurar para saber como interpretar estes desenhos? É aparente que existem sérios problemas em tentar verificar as explicações de Joseph sobre os Fac-símiles comparando-os às explicações egiptológas.</p>
<p>Tendo dito isto, ainda é interessante ver como os Fac-símiles se encaixam no que conhecemos do seu contexto egípcio; há uma chance que podemos aprender alguma coisa desta maneira. Começaremos com o Fac-símile 1. Já esclarecemos que ele não esta associado ao Livro de Respirações. Mas se não é uma vinheta do Livro de Respirações, o que ele é?</p>
<p>Alguns tem sugerido que é uma cena típica de embalsamento. Ainda assim ela é mais diferente do que igual a cenas de embalsamento. A única semelhança é que a pessoa está em uma mesa com forma de leão com outra pessoa de pé ao lado. Outros sugeririam que o paralelo mais próximo desta cena estão no templo de Dendera e que a figura na mesa está associada a Osiris. Recentemente John Gee examinou detalhadamente estas descrições de Dendera. Ele observou que apenas um destes tinha uma figura alada, de certa forma semelhante ao Fac-símile 1. Esta cena está acompanhada por um texto que diz que Bastet, uma deusa egípcia sequer retratada na cena &#8220;é a sua proteção diária; ela ordena que seus mensageiros matem seus inimigos&#8221;. Assim encontramos um irmão contextual perfeito para iconográfico mais próximo de se encaixar ao Fac-símile 1, de que ambos são sobre alguém que está em perigo e recebe proteção. Existem outros textos semelhantes que acompanham cenas semelhantes em Dendera. Outra cena com mesa em forma de leão no templo inclui cenas de Anubis e os filhos de Horus defendendo alguém de seus adversários, ou listam Shesmu, um deus associado com o sacrifício humano, como parte da cena. 48 textos adjacentes descrevem que a pessoa no altar está sendo morta, seus confederados sendo apunhalados, e &#8220;sua carne sendo cinzas, o mau conspirador destinado a mesa em forma de leão / matadouro, para que não mais exista&#8221;.  Eu continuo sem me convencer que estas cenas em Dendera são realmente paralelos ao Fac-símile 1, embora possa ser. Ainda assim, se os críticos continuam insistindo em associar os dois, eles também devem estar dispostos a associa-los com os elementos sacrificais das cenas de Dendera &#8211; as quais apenas corroboram com a interpretação de Joseph deste Fac-símile.</p>
<p>Entretanto,  deve-se notar que o Fac-símile 1 é único em vários aspectos. Nesta cena a figura não está nem na forma mumificada, nem nua, como é o caso da maioria dos supostos paralelos. A figura na mesa tem as duas mãos levantadas, em uma posição que quase certamente denota um esforço. E embora ninguém possa falar isto do Fac-símile, no papiro original fica claro que o sacerdote está de pé entre o altar e as pernas da pessoa no altar. Em outras palavras, a pessoa no altar está apenas com uma parte do corpo sobre ele, porque o sacerdote está ocupando o espaço entre ambas as pernas da vitima e o altar. Eu não consigo imaginar nenhuma outra razão para isto, se não que a pessoa no altar estava tentando fugir. Se o sacerdote estivesse ajudando-o a subir no altar ele não estaria entre suas pernas. Fica claro que esta descrição é única e que denota algum tipo de movimento que não é encontrado em qualquer paralelo.</p>
<p>Além disto, é interessante notar que encontramos um papiro descrevendo uma pessoa em uma mesa em forma de leão que os Egípcios descreveram como Abraão. Aqui vemos que os próprios egípcios associaram a cena com Abraão.</p>
<p>Como já foi discutido anteriormente, a história sacrifical descrita  no Fac-símile 1, contrário a maioria das publicações, descreve algo que temos agora estabelecido como algo congruente com as práticas egípcias. Embora o Fac-símile 1 seja incomum em vários aspectos, a interpretação que Joseph Smith fez sobre ele é corroborada por uma pesquisa egiptóloga bem feita.</p>
<p>Argumentos semelhantes podem também ser feitos para os outros dois Fac-símiles. Os próprios egípcios identificaram textualmente cenas paralelas com a de Abraão em dado período de tempo. Cada um tem elementos que se encaixam bem com as interpretações de Joseph, e todas, como de costume, tem sido interpretadas erroneamente pelos críticos. Alguns aspectos dos Fac-símiles ainda me deixam intrigados, mas porque eu entendendo o relacionamento entre minhas perguntas e o conhecimento revelado (veja abaixo) eles não me perturbam. Até o presente, sempre que algo da egiptologia parece estar em desacordo com o conhecimento revelado, estudos egiptólogos cuidadosos tem dado suporte para o que eu já sabia através de revelação. A egiptologia está continuamente evoluindo e avançando. Todos os anos decidimos que algo que estávamos ensinando está incorreto. Mas este não é o caso para conhecimento revelado. Assim, embora eu tenha um grande respeito pelo conhecimento obtido através de ferramentas e habilidades da minha disciplina, eu não as considero tão confiável quando o conhecimento obtido pelo Espírito Santo.</p>
<p><strong>Primazia do Conhecimento</strong></p>
<p>Aqui eu tive a oportunidade de abordar apenas algumas poucas questões sobre o Livro de Abraão. Mas por fim, um principio pode responder a todas as questões que temos &#8211; ou teremos &#8211; relacionadas a este livro de escrituras. Este principio é entender como valorizar as várias formas de aprender.</p>
<p>Enquanto fazia meu PhD em Egiptologia na UCLA, eu desenvolvi uma dor aguda em meu joelho. Ela se tornou tão aguda que eu podia usar apenas as calças mais largas, não podia me ajoelhar, e ficava receoso toda vez que meus filhos se moviam em direção a minha perna, com medo que eles pudesse tocar no meu joelho. Eu podia sentir uma pequena saliência debaixo da pele que estava pressionando o nervo ou alguma outra coisa. Eu procurei os médicos do departamento médico da UCLA. Eles tentaram sentir esta saliência e tiraram vários tipos de raio-x e ressonância magnéticas. Não foi encontrado nada. Nenhum dos muitos médicos que me viram acreditaram que havia alguma coisa dentro do meu joelho; eles acharam que devia ser algum outro tipo de problema. Alguns até tentaram tratar problemas imaginados. Finalmente fui encaminhado para a diretoria da medicina ortopédica, que disse que ele estava pensando em fazer uma incisão e ver se conseguia achar alguma coisa. Através desta incisão ele achou um pedaço de cartilagem que havia se soltado e havia começado a arrancar os tecidos circunvizinhos. Sua remoção me curou por completo.</p>
<p>O ponto da minha historia é que de acordo com as melhores práticas e tecnologias disponíveis, não havia nada no meu joelho. Porque muitos médicos confiavam apenas no que eles mesmos sentiam ou viam, ou o que a tecnologia lhes havia mostrado, eles não acreditavam que havia de fato um objeto físico me causando dor. Ainda assim, com os sentidos que estavam disponíveis para mim, mas não para eles, eu podia sentir que havia alguma coisa dentro de mim. O fato que os outros não podiam achar ou detectar esta coisa não mudou o fato que ele estava lá, nem o fato que eu podia senti-lo e ter certeza que estava lá. Ele não diminuiu os efeitos reais que tinha em minha vida. No fim, meus sentidos (que não estavam disponíveis no processo empírico) estavam certos.</p>
<p>Eu sei que Joseph Smith foi um profeta inspirado através de processo semelhante. Eu aprendi através dos sentidos disponíveis para mim (mas não para a ciência ou para a tecnologia) que Joseph Smith foi um profeta de Deus. O fato que outros não podem provar isto não quer dizer que seja mentira ou que seja menos real para mim. Portanto, parece algo tolo questionar o Livro de Abraão devido a qualquer coisa que a egiptologia me diga. Eu sei que durante a minha vida os egiptólogos vão mudar sua visão sobre a maioria das coisas que eles tem certeza agora. Os egiptólogos sabem que estão errados com certa frequência. Contudo, o que eu aprendi através do Espírito jamais esteve errado. Por que eu estaria mais de acordo com o que um egiptólogo pode me falar do que um profeta? Isto seria como acreditar nos médicos que me falaram que não havia nada no meu joelho. Eu me recusei a ser tão tolo.</p>
<p>Mesmo com esta certeza, estou ansioso para aprender mais sobre o Livro de Abraão. Eu espero fazer isto tanto através de revelação pessoal quanto através de inspiração que está disponível para meus colegas e para eu mesmo aplicar em nossos melhores esforços, treinamento e ponderação. Eu tenho sido afortunado de não estar sozinho em meus estudos de Egiptologia de do Livro de Abraão; muitos outros estão avançando neste tema, mais notavelmente John Gee e Michael Rhodes. Eu tenho desfrutado de fica colaboração com estes homens e com outros. Estamos atualmente em um período de pesquisas intensas referente ao Livro de Abraão. Parece que a cada mês aparecem informações novas e empolgantes. Somos abençoados por viver em uma época em que respostas e oportunidades excedem nossas energias e tempo para continuar as pesquisas.</p>
<p>A maioria dos materiais em ambos os lados deste assunto tem sido preenchidos com trabalhos mal feitos. Alguns Santos dos Últimos Dias tem oferecido argumentos para apoiar o Livro de Abraão que são tão problemáticos quanto os argumentos que estão tentando negar. Temos sido desleixados em nossos esforços de tentar encontrar uma prova da legitimidade do livro através de materiais paralelos, e eu acho que temos causado tanto estragos quanto benefícios em muitas destas tentativas. Talvez o pior trabalho tenha sido feito por Santos dos Últimos Dias bem intencionados que querem genuinamente entender o Evangelho mais profundamente e de alguma forma chega a conclusões que uma má interpretação de religiões e símbolos egípcios os ajudaram a entender melhor o verdadeiro evangelho. Esta prática tem sido usada tanto em ensinamentos verbais quanto impressos. Precisamos fazer mais com relação a isto.</p>
<p>Mas ainda existem muitas coisas que estamos fazendo bem. Eu antecipo os Santos dos Últimos Dias farão um grande bem a egiptologia com o passar dos próximo dez ou vinte anos. Tem experiência pessoal que quando estudamos a egiptologia corretamente, o que aprendemos apoia as coisas que muitos de nós já acreditamos e com frequência nos ajuda a expandir um pouco mais o nosso entendimento. Tais estudos contém muitos achados que confirmam a fé. Embora ainda haja muitas perguntas a serem respondidas, os próximos anos parecem promissores.</p>
<p><strong>Recursos Adicionais:</strong></p>
<p>A <a href="http://scriptures.lds.org/pt/pgp/contents">Pérola de Grande Valor</a> inclui o Livro de Abraão e é uma coleção de registros de escrituras. Aprenda mais no <a href="http://lds.org.br/">site oficial</a> de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (inadvertidamente chamada por amigos de outras religiões de &#8220;Igreja Mórmon&#8221;).</p>
<p><a href="http://profetasmodernos.org/">Os profetas falam atualmente</a>.</p>
<p><a href="http://mormon.org/freeoffers/1,17785,2071-2-1-BRAZ,00.html?src=tv">Peça uma cópia gratuita do Livro de Mórmon</a>.</p>
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		<title>O Grupo de Helmuth Hübener</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 17:09:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Helmuth Hübener Grupo tornou-se um tanto famoso na cultura Mórmon como o grupo de adolescentes que se encarregaram de resistir ao regime nazista. Enquanto eles fizeram isso, um relato pessoal do último membro sobrevivente do grupo, Karl-Heinz Schnibbe, traz à tona o heroísmo, bem como a inocência e ingenuidade desses meninos, bem como o [...]]]></description>
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			   </div><p>O Helmuth Hübener Grupo tornou-se um tanto famoso na cultura <a href="http://placasdeouro.blogspot.com/" class="external_link_tool">Mórmon</a> como o grupo de adolescentes que se encarregaram de resistir ao regime nazista. Enquanto eles fizeram isso, um relato pessoal do último membro sobrevivente do grupo, Karl-Heinz Schnibbe, traz à tona o heroísmo, bem como a inocência e ingenuidade desses meninos, bem como o preço que cada um deles pagou.</p>
<p><a href="http://www.historyofmormonism.com/wp-content/uploads/2010/03/Helmuth-Hubener.jpg"></a></p>
<p>Helmuth Huebener</p>
<p>Schnibbe recorda como a ascensão do regime nazista, foi visto pela maioria como uma coisa boa no começo. Embora nem todo mundo gostasse deles, eles melhoraram consideravelmente a economia e moral do país. Sendo criado em Hamburgo, Schnibbe estava ciente do intenso, e mais tarde escondido desagrado, do novo regime. No entanto, junto com isto, Schnibbe se lembra de como o regime foi atrás dos jovens imediatamente, enchendo-os com propagandas e os levando a fazer exercícios militares, embora as crianças não percebessem naquele momento tudo o que estava acontecendo.</p>
<p>Karl-Heinz dá créditos aos comentários sarcásticos de seu pai sobre os nazistas para o seu próprio cinismo e antipatia a eles. Ele foi incentivado a pensar, julgar e agir por si mesmo. Karl-Heinz teve muitas experiências que o mostrou como as coisas estavam indo. Uma dessas experiências envolvia ver um grupo de judeus sendo levados para um trem. Eles foram cercados por SS (Schutzstaffel, em alemão &#8220;Esquadrão de protecção&#8221;, e a polícia de Hitler) homens que estavam zombando deles, bem como cuspindo neles. Ele ficou muito perturbado com isso, mas isso não foi nada comparado à sua experiência depois em Krystallnacht, ou &#8220;A Noite dos Vidros Quebrados&#8221;, que foi um saque organizado as comunidades judaicas em toda a Alemanha. Milhares de judeus foram presos e inúmeras empresas foram destruídas. Karl-Heinz teve que caminhar por esta área no seu caminho para o trabalho e testemunhando os efeitos de tal ódio o influenciou muito em sua decisão de se juntar Helmuth Hübener em seu movimento secreto.</p>
<p><a href="http://www.historyofmormonism.com/wp-content/uploads/2010/03/Huebener-Group1.jpg"></a></p>
<p>Curiosamente, nenhum dos três meninos (Karl-Heinz, Helmuth e Rudi Wobbe) viram-se como heróis neste momento. Helmuth foi o mentor do projecto. Ele tinha um rádio de ondas curtas, que um de seus irmãos havia levado da guerra para casa. A maioria das rádios neste momento na Alemanha foram emitidas pelo governo e só podiam pegar estações de governo. Com o rádio de ondas curtas, no entanto, Helmuth poderia pegar as transmissões da BBC. Depois de ouvir por algum tempo, Helmuth ficou convencido de que tudo o que o regime nazista estava contando à sua população era propaganda e mentiras. As transmissões da BBC contou todas as mortes, incluindo as deles, e as baixas alemães eram muito maiores do que o regime havia sido referência. Helmuth era um menino muito inteligente e rapidamente tornou-se convencido de que não havia maneira de Hitler poder ganhar a guerra que tinha começado. Ele, então, sentiu uma intensa necessidade de compartilhar a verdade com quem o rodiava.</p>
<p>Helmuth, Karl-Heinz, e Rudi eram três amigos cujos pais participaram do mesmo ramo de A Igreja de <a href="http://www.igreja-jesus-cristo.pt/" class="external_link_tool">Jesus Cristo</a> dos Santos dos Últimos Dias, eles passaram muito tempo juntos. Helmuth era muito cauteloso em suas manobras e, inicialmente, convidou seus dois amigos separadamente para obter uma sensação do que eles compreendiam sobre o assunto. Karl-Heinz lembrou Helmuth dizendo que ele precisava educá-los politicamente e lhes fazer perguntas que os fizeram pensar e reavaliar o que lhes estava sendo contado. Karl-Heinz ficou convencido após ouvir pela primeira vez na transmissão da BBC que a Alemanha estava mentindo para seu povo. Ele voltou de novo várias vezes, para ouvir, sempre que tinha a oportunidade. Era ilegal ouvir estas transmissões, e em alguns casos, a pena de morte era a conseqüência para os ouvintes, então eles tinham que ter muito cuidado. Eles só a ouviam à noite, quando os avós de Helmuth já tinha ido para a cama.</p>
<p>Como Karl-Heinz não podia ouvir toda noite, ele pediu a Helmuth, que era perito em taquigrafia, para gravar algumas das transmissões. De certa forma, isso levou Helmut a produzir os panfletos mais tarde. Os primeiros panfletos que ele deu a Karl-Heinz para distribuir eram pequenos e dizia coisas como: &#8220;Abaixo Hitler!&#8221;, Juntamente com uma mensagem curta que dizia para passar o folheto para frente. Quando Helmuth inicialmente perguntou a Karl-Heinz para distribuir alguns panfletos, Karl-Heinz ficou tão perturbado e triste com as possíveis conseqüências do que estavam fazendo, que ele teve diarréia. Helmuth encorajou-o a distribuir os panfletos em cabines telefônicas, caixas de correio, etc Logo após esta primeira distribuição, Karl-Heinz descobriu que seu amigo Rudi estava no plano também. Helmuth já tinha decidido colocar mais informações em seus panfletos e continuar a resistência difundindo a verdade. Nem Karl-Heinz, nem Rudi, estavam imediatamente prontos para este compromisso, mas finalmente os dois se envolveram. Seus esforços devem ter sido bem correspondido, porque o número de panfletos que foram parar na SS era notavelmente pequeno pela quantidade de folhetos que foram distribuídos.</p>
<p>Uma coisa que incentivava Helmuth era o fato de que ele foi educado a dizer a verdade. Ele sabia que a maioria das pessoas nem sequer tinham a oportunidade de ouvir as transmissões, mas se ele divulgasse a informação, as pessoas poderiam decidir por si próprios o que fazer com ela. No início, os rapazes fizeram um pacto de que, se um deles fosse pego, ele iria assumir a culpa por todos eles e não contaria às autoridades sobre os outros dois. Eles sabiam que o que estavam fazendo era perigoso, mas eles ainda eram ingênuos em muitas coisas. Enquanto a guerra continuava e apagões e ataques aéreos tornaram-se comuns, os rapazes tiveram tempo para pensar sobre o estado do país, o que certamente motivou-os a levar a verdade, para mais pessoas. Eles sabiam que nunca iriam derrubar o governo, mas disse Helmuth, &#8220;O que podemos fazer é alertar as pessoas. Nós podemos despertá-los, podemos trazê-los ao ponto de fazer perguntas e dizer: &#8220;Espere um minuto, algo não está certo. Eu quero ouvir isso por mim mesmo &#8216;E quando pessoas suficiente ouvirem a verdade ou estiverem interessadas na verdade, quem sabe?&#8221;</p>
<p>Apesar da cautela de Helmuth, ele foi ouvido por um informante no trabalho, enquanto pedia a um colega de trabalho de língua francesa para traduzir um dos seus panfletos. Após uma breve investigação, Helmuth foi preso em 5 de fevereiro de 1942. Helmuth estava ativo longe do seu grupo, mas a fim de proteger Karl-Heinz e Rudi, ele não lhes tinha dito nada sobre suas outras atividades. O primeira vez que Karl-Heinz e Rudi ouviram falar da prisão foi no domingo seguinte na igreja. Ambos ficaram imediatamente doentes de medo, não sabendo se Helmuth iria quebrar o acordo e dizer a SS sobre eles. Depois de esperar em suspense por dois dias, Karl-Heinz foi preso em seu trabalho. Ele foi trazido para casa, onde sua escolta revistaram a casa dele, mas não encontraram nada. Ele foi então levado à sede da Gestapo (polícia secreta alemã), onde permaneceu por vários dias sendo torturado mentalmente e fisicamente agredido, e constantemente interrogado. Seus pais não sabiam o que tinha acontecido com ele até o dia seguinte, após terem contatado o chefe de Karl-Heinz e explicado que ele não tinha voltado para casa na noite anterior.</p>
<p>Karl-Heinz ainda não sabia o quanto Helmuth tinha avisado a polícia sobre o envolvimento dele, então ele disse tão pouco quanto podia. Ele finalmente passou por Helmuth em um corredor depois de ser interrogado e Helmuth lhe deu um pequeno sorriso e piscou para ele, deixando-o saber que ele tinha mantido o acordo para aceitar a plena responsabilidade. Foi só depois de dois dias de tortura que Helmuth tinha mencionado os nomes de passagem, junto com seu colega, Gerhard Düwer. Ele disse à polícia que esses meninos tinham ouvido ou lido um panfleto uma vez, mas isso foi tudo. Cada um deles foi ainda punido severamente, mas depois de meses de interrogatórios e torturas, Helmuth foi condenado à morte. Ele tinha apenas dezessete anos de idade, assim como  Düwer. Rudi tinha dezesseis anos, e Karl-Heinz dezoito anos. Karl-Heinz foi condenado a cinco anos de prisão, Rudi a dez, e Düwer a quatro, embora as suas sentenças tenham provado ser muito piores do que isso.</p>
<p>Karl-Heinz lembrou o julgamento e quão “calmo, claro, e inteligente Helmuth foi&#8221;. Mais tarde, Karl-Heinz percebeu que Helmuth sabia muito antes do veredito de que ele seria condenado à morte. Helmuth quis mostrar a sua superioridade com o júri e o juiz e  &#8220;conduzir-se com coragem e dignidade.&#8221; Depois de vários meses na prisão, Helmuth foi decapitado as 8:13 em 28 de outubro de 1942.</p>
<p>No começo, os meninos foram transferidos para Glasmoor, um campo de trabalho para prisioneiros. Durante sua prisão, os rapazes conheceram alguns funcionários que eram simpáticos e gentis com eles, em alguns casos até mesmo salvaram suas vidas. Em outros casos, eles foram tratados de forma brutal e quase deixado à míngua até a morte por várias vezes. De Glasmoor, eles foram transferidos para uma fábrica de aviões na Polónia. Em janeiro de 1944, quando todos podiam dizer que seria apenas uma questão de tempo antes que a Alemanha perdesse a guerra, eles deixaram a Polônia e foram para a Alemanha a pé. Gerhard quase morreu de queimaduras e congelamento, mas todos conseguiram voltar. Em seguida, um grupo de recrutamento veio e alistou Karl-Heinz para o exército apenas quatro semanas antes do fim da guerra. Gerhard e Rudi foram poupados devido as queimaduras e uma longa sentença, respectivamente. Apesar de ter sido uma bênção que Karl-Heinz nunca tenha lutado, seu grupo foi logo capturado pelos Russos e levado de trem para a Rússia para servir nos campos de trabalho lá. As condições eram piores do que se possa imaginar, e muitos dos prisioneiros morreram por causa do frio e da falta de alimentos.</p>
<p>Mesmo na Rússia, no entanto, Karl-Heinz encontrou amigos. Seu coração foi atenuado em relação ao povo, apesar do ódio deles aos Alemães, porque ele viu em primeira mão o sofrimento que a guerra lhes tinha causado. Mesmo assim, ele encontrou muita amizade entre muitos dos Russos, e os amigos cuidaram dele e o ajudaram a sobreviver. Dia após dia, mês após mês, ano após ano, os presos foram informados de que em breve eles iriam para casa, mas eles só foram transferidos para outros campos de trabalho. Finalmente, em 1944, Karl-Heinz foi informado de que ele estaria indo para a Alemanha, mas a viagem durou vários meses, e ele ainda estava muito doente de malária e desnutrição. Depois de quase ficar parado na Alemanha Oriental, por causa a uma infecção contraída no trem devido à uma lasca de madeira, Karl-Heinz chegou a Göttingen, onde ele teve que ficar em um hospital universitário, durante oito semanas para ser tratado. Ele saiu por uma semana para assistir ao casamento de seu irmão, e o esforço quase o matou. Para sua viagem de volta ao hospital para concluir sua recuperação, ele foi agraciado com as mercadorias obtidas do Programa de Bem Estar da Igreja, que ele trouxe de volta ao hospital para partilhar com aqueles que ainda estavam em estado terrível.</p>
<p>Apesar de Karl-Heinz ter sobrevivido à sua prisão, ele levou vários anos para curar fisicamente e espiritualmente, mas ele ainda teve que se desenvolver psicologicamente. Ele tinha sido preso quando ele ainda era um menino e tinha então se tornado endurecido no sistema prisional, a fim de sobreviver. Ele ainda tinha muitos desafios a enfrentar. Nas palavras de Karl-Heinz, &#8220;Era uma prisão psicótica&#8230;. Eu não sabia o que fazer com a minha liberdade&#8230; Entrei na instituição penal como um adolescente e permaneci um adolescente. Eu nunca cresci, nesse período eu nunca me desenvolvi como pessoa. Eu vivi inteiramente para mim e era totalmente egoísta. Eu era obsceno, bruto, e rude. Eu temia que minha alma estivesse incapacitada para a vida, que eu realmente nunca seria capaz de tornar-me plenamente humano novamente&#8230; As pessoas pensam que, quando chegam em casa, tudo ficará bem novamente, mas nada está bem novamente. É uma luta terrível. Quando eu era criança e fui arrancado de casa, o mundo era um lugar completamente diferente, lá havia um ditador e uma guerra. Agora, quando cheguei em casa, havia uma paz e uma sociedade democrática. Entretanto, sete anos se passaram. As pessoas eram diferentes, os tempos haviam mudado. Eu não poderia me encaixar no ritmo da vida moderna do pós-guerra &#8221;</p>
<p>Depois de mais alguns anos, Karl-Heinz imigrou para os Estados Unidos e está muito feliz. A história que ele tem preservado e partilhado sobre Coragem de quatro meninos que arriscaram suas vidas para espalhar a verdade é mais do que inspiração. Karl-Heinz disse: &#8220;Eu muitas vezes penso sobre Helmuth e nosso trabalho de resistência. Quanto mais eu vivo, mais me vejo no mundo ao meu redor, quanto mais reconheço o quão certo Helmuth foi ao fazer o que ele fez, mais eu o admiro. Porque eu sobrevivi, e considero meu dever não deixar que a vida e morte de Helmuth caiam no esquecimento&#8221;</p>
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		<title>A Igreja Auxilia os Santos Europeus Após o fim da II GM</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 22:26:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, muitas das pessoas na Europa ficaram sem casas, roupas ou alimentos. Os líderes da Igreja de Jesus Cristo Santos dos Últimos Dias sabiam que tinham que fazer todo o possível para ajudar o Santos agora em maus lençóis. A Primeira Presidência chamou Ezra Taft Benson, então [...]]]></description>
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			   </div><p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, muitas das pessoas na Europa ficaram sem casas, roupas ou alimentos. Os líderes da Igreja de <a href="http://www.lds.org.br/brz_mn_section.asp?v_section=1&amp;v_mask=LKPWPERMFS" class="external_link_tool">Jesus Cristo</a> Santos dos Últimos Dias sabiam que tinham que fazer todo o possível para ajudar o Santos agora em maus lençóis. A Primeira Presidência chamou Ezra Taft Benson, então um membro do Quórum dos Doze Apóstolos, para servir uma missão de um ano viajando pela Europa para reorganizar a Igreja lá depois da guerra devastadora. Frederick W. Babbel foi chamado para acompanhá-lo e ser seu assessor. Além disso, o Capelão Howard C. Badger foi autorizado a acompanhá-los uma vez que eles estivessem na Europa para agir como uma escolta militar e para ajudá-los de várias maneiras.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">A designação de Élder Benson incluía reorganizar e reabrir as missões européias, que tinham sido forçados a fechar no início da guerra, avaliar as necessidades físicas e espirituais das pessoas e ajudar a Igreja a atender a essas necessidades, e trazer as bênçãos e o amor de Primeira Presidência para os santos na Europa.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana">Conditions were deplorable at this time. Permission to enter all countries had to be granted from all appropriate military powers, and once permission was granted the actual travel had to be arranged. Flights were nearly non-existent, except in military planes. Many railways had been bombed out and there were virtually no passenger cars left, so most railway passage was in livestock cars or third-class cars. Automobiles were very scarce and exceedingly hard to come by, but the missions had to have some. Most countries were still on food rations, and many people could not even find the food available which was listed on their ration cards. Most things were sold on the black market at exorbitant prices, and starvation ran rampant. In some cities there were no buildings left standing, and few people had clothing. On top of all of these hardships, occupying soldiers often took out their rage and hate on the often innocent civilians. Rape, pillage, and plunder were all common, everyday occurrences. These are some of the conditions which President Benson and his companions faced.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">As condições eram deploráveis naquele momento. A permissão para entrar em todas os países tinham que ser concedidas atraves dos poderes militares apropriados, e uma vez que a permissão fosse concedida a viagem tinha que ser arranjada. Voos eram quase inexistentes, salvo em aviões militares. Muitas ferrovias foram bombardeadas e praticamente não havia vagoes de passeio, por isso a passagem na estrada de ferro era em carros de gado ou carros de terceira classe. Automóveis eram muito escassos e extremamente difíceis de conseguir, mas as missões tinham que ter alguns. A maioria dos países ainda estavam fazendo racionamento de comida, e muitas pessoas não conseguiam encontrar o alimento disponível, que foi listada em seus cartões de racionamento. A maioria das coisas eram vendidas no mercado negro a preços exorbitantes, e a fome corria desenfreada. Em algumas cidades não sobraram edifícios de pé, e poucas pessoas tinham roupas. No topo de todas estas dificuldades, os soldados que ocupavam, muitas vezes descontavam a sua raiva e ódio sobre os civis, muitas vezes inocentes. O estupro, pilhagem e saque eram comuns, e ocorrências diárias. Estas são algumas das condições que o Presidente Benson e seus companheiros enfrentaram.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<h3><span class="shorttext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR">E ninguém os deterá</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></h3>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Em um relato que o irmão Babbel escreveu sobre suas experiências, ele se concentrou na promessa que o Senhor deu a Seus servos em Doutrina e Convênios: &#8220;E sairão, e ninguém os deterá, porque eu, o Senhor lhes ordenei&#8221; (1:5). As experiências desses irmãos realmente mostraram o cumprimento desta promessa. Em uma das primeiras reuniões que participou com o Élder Benson, o Irmão. </span><span style="font-family: Verdana">Babbel registrou a seguinte descrição dele:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">&#8220;Nunca conheci um homem de Deus que era tão humilde, tão grato pela lealdade e bondade prestados, de forma verdadeira e profundamente emocional e receptivo ao que é bom e puro, um homem que tem um amor tão consumidor para os filhos de nosso Pai. Desde a nossa chegada ele tinha sido capaz de fazer mais em menos tempo, e de forma mais rigorosa e eficaz, do que eu jamais sonhei ser possível &#8220;.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Quando eles se encontraram com os santos em Oslo, Noruega, Elder Benson deu ao Santos a seguinte promessa:</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">&#8220;Eu prometo a vocês como um servo de Deus que, se vocês viverem fiéis aos convênios que fizeram com Ele e viverem o evangelho da forma que foi restaurada, todas as bênçãos que vocês poderiam receber por viver perto do templo será concedida a vós , até o reino celestial de Deus.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">&#8220;Deus nos julga não apenas pelo que fazemos, mas pelo que faríamos e o desejo de fazer, se tivéssemos a oportunidade. Ele não irá reter qualquer bênção de nossa da qual somos verdadeiramente dignos&#8221;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Esta foi uma promessa muito importante, porque os santos sentiam a sua distância de qualquer templo. Eventualmente, muitos templos seriam construídos na Europa, mas essa promessa certamente deu muito conforto para os santos que nunca tiveram a oportunidade de freqüentar o templo em suas vidas.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Os irmãos tomaram um rápido tour de um mês pela Europa para ter uma melhor percepção das necessidades dos santos, em todas as áreas. Élder Benson resumiu sua viagem e os resultados em uma carta para Primeira Presidência, que foi incluído na História oficial da Missão Européia.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Em suas primeiras visitas, os irmãos fizeram todos os arranjos possíveis para que o material de bem-estar fosse entregue aos santos que mais necessitassem, antes que as transferências maiores de bem-estar chegassem. Eles também trabalharam em estreita colaboração com a Cruz Vermelha Internacional, bem como outros serviços necessários, e obtiveram a ajuda necessária para transportar e distribuir os suprimentos que foram enviados.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<h3><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR">Milagres no Transporte</span></h3>
<p><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Depois desta viagem inicial, Élder Benson teve uma profunda compreensão das necessidades dos santos e foi organizar a distribuição de produtos de bem-estar a serem enviados para eles. Este foi, contudo, um processo muito complicado, e muitas vezes foi apenas por uma série de milagres que eles foram capazes de obter toda a permissão e papelada que precisavam.</span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Além de obter suprimentos para os santos, foi também da responsabilidade de Élder Benson reabrir as missões européias. No entanto, os registros estavam em ruínas devido ao período da guerra. Converter os montes de informações desorganizadas em alguma aparência de registros de missão parecia uma tarefa quase impossível, já que quase todas as missões estavam no mesmo estado de desordem. No entanto, até o final do primeiro ano, esta tarefa foi concluída, o que foi fundamental na reabertura de muitas missões e envio de força espiritual aos santos. Foi preciso, no entanto muito mais trabalho do que simplesmente organizar os registros. Élder Benson teve de se reunir com várias autoridades civis e militares para obter todas as autorizações necessárias para que os missionários pudessem retornar a esses países, mas é claro que ele foi bem-sucedido nesta tarefa também.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<h3><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR">Condições na Europa</span></h3>
<p><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Como eles viajaram para diversos países, Irmão Babbel registrou a situação em cada um. Embora alguns países estavam em melhor situação do que outros, em todos os lugares houve destruição e desespero. Os irmãos notaram consistentemente, entretanto, que apesar das condições duras e difíceis, os santos estavam esperançosos e tinham a luz de Cristo em seus corações. Algumas experiências tocantes reinforçaram testemunhos e ofereceram relatos encorajadores para a Primeira Presidência.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<h3><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR">Arranjos para o Bem-estar</span></h3>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Apesar de tanto sofrimento, os Santos mantinham testemunhos fortes. Uma irmã que tinha caminhado para a Alemanha Ocidental da Prússia Oriental deu seu testemunho do poder da oração e do evangelho. Seu marido foi morto em uma batalha perto do fim da guerra. Ela fugiu com seus quatro filhos pequenos, o mais novo era ainda um bebê. Ela andou mais de 1.600 km com eles, puxando um carrinho pequeno, com todos os seus pertences. Ao longo do caminho, ela perdeu todos os seus filhos, cavando sepulturas para eles ao longo do caminho com uma colher. Perto do fim da viagem insuportável, o bebê morreu e ela cavou a cova com as mãos nuas. Desesperada e próxima ao suicídio, sentiu a impressão de que ela precisava orar, o que ela fez. Ela foi confortada e fortalecida e deu um testemunho ardente que ela estava feliz porque sabia que <a href="http://lds.org/languages/mainmenu/0,5362,88-2,00.html" class="external_link_tool">Jesus</a> é o Cristo e que se ela continuasse fiel, ela seria recompensada na próxima vida por tudo que ela tinha sofrido nesta vida.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Outros prestaram testemunhos semelhantes de que, através da devastação da guerra, tinham ganhado um testemunho inabalável porque eles tinham voltado para o Senhor quando não havia mais ninguém por quem procurar e Ele nunca os negou. Irmão Babbel contou ter visto centenas a beira da inanição, mas nunca os ouviu dizer uma palavra de queixa. Eles encontraram a sua esperança no evangelho e fizeram o melhor que podiam.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">No curso das coisas, o Élder Benson arranjou para que o abastecimento da Igreja fosse enviado pela Cruz Vermelha para Bremen, na Alemanha, mas havia muita preocupação de as transferências serem roubadas uma vez que chegassem a Bremen e fossem transportadas por comboio a todo o país. Muito desse roubo já vinha ocorrendo, mas os papéis estavam tentando mantê-los escondidos, e Élder Benson ficou muito preocupado com isso. Mais tarde foi decidido que todas as entregas seriam enviadas a Genebra, porque o risco de enviá-las através de alguns dos portos alemães e belgas era muito grande. Através da proteção do Senhor, porém, houve uma perda mínima do material de bem-estar durante esse esforço enorme de auxílio. Além do fornecimento do material de bem-estar da Igreja, o Élder Babbel contribuiu com muitas coisas à sua própria custa. Sua esposa muitas vezes enviou pacotes de socorro que ele compartilharia e distribuiria com os santos. Às vezes era algo tão pequeno como uma agulha e linha, que eram impossíveis de obter na Alemanha, e a gratidão com que essas coisas foram recebidas sempre tocou o coração do Irmão Babbel.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Demorou um ano para o irmão Babbel receber a permissão dos russos que permitia que o material de bem-estar fosse enviado para a Alemanha Oriental. Este foi um dos maiores milagres que ocorreram durante a missão de um ano do irmão Babbel.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<h3><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Os sacrifícios dos irmãos para levar ajuda aos santos europeus</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></h3>
<p><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Irmão Babbel registrou anotações exatas de tudo que ele e o Élder Benson foram capazes de realizar, mas seu sucesso não veio sem sacrifício. Esses irmãos trabalharam frequentemente por dezoito horas ou mais diariamente, levantando antes das 5:00 da manhã e indo até a meia-noite, pelo menos, dia após dia. Eles muitas vezes ficaram sem alimentos, quer porque ele não estava disponível, ou porque eles deram o que tinham para os santos que precisavam muito mais. Eles jejuaram uma vez por um período de quatro dias. Eles também viajaram muitas vezes em circunstâncias horríveis, uma vez voando em um avião sem aquecimento e sem isolamento. Eles estavam quase congelados quando eles desembarcaram. Cada um deles deixou sua <a href="http://lds.org/languages/gospeldoctrine/familyguidebook/start_here_59.pdf" class="external_link_tool">família</a> por um ano, e a comunicação com suas famílias era mínima, com cartas, por vezes, levando várias semanas para chegar aos irmãos em suas viagens. Em um ponto, Elder Benson não ouviu falar de uma doença grave de seu filho até que fosse tarde demais para ele mesmo orar por um bom resultado. Ele tinha que ter fé que as orações que havia sido oferecida em nome desta criança seriam suficientes: e elas foram.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Sua viagem era insondável, especialmente nas condições em que foram obrigados a viajar. Entre abril e junho, o Élder Benson viajou de Londres para a Suíça, de volta a Londres, na Inglaterra, a Noruega, em seguida, para a Suécia e depois para a Dinamarca. Em seguida, veio a Holanda, em seguida, de volta a Londres, de volta à Dinamarca e à Alemanha e, finalmente, de volta a Londres. Élder Benson muitas vezes viajou dentro de cada país que visitava, também.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Até o final de sua missão, o Élder Benson tinha viajado cerca de 51.500 km de avião, 2.328 km de navio e barco; 15.700km de trem; 22.962 km de automóveis, e 5.448 km por transportes diversos, incluindo jipes militares e peruas, ônibus, carros de rua, táxis, droshkas (carruagem puxada por cavalos), teleféricos, etc, perfazendo um total de aproximadamente 97.938 km.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Apesar de suas dificuldades, esses irmãos sacrificaram com vontade para trazer esperança e conforto para aqueles filhos de Deus a quem foram designados servir.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<h3><span class="longtextshorttext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Sucesso da missão do Bem-Estar</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></h3>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">No final da missão de bem-estar, todo o trabalho duro que o Élder Benson e o irmão. Babbel tinham feito, produziram resultados maravilhosos. Todas as missões anteriores tinham sido restabelecidas e estavam sob a direção de presidentes de missão individuais, com exceção da Alemanha Ocidental, cujo novo presidente estava a caminho. O material de Bem-estar tinha sido organizado e rotas configuradas para que Santos carentes pudessem ter algum alívio. Os missionários foram enviados para fora outra vez e estavam trabalhando duro para ajudar levar às pessoas a paz do evangelho, bem como ajudar as pessoas a reconstruírem suas vidas e países. A Finlândia também tinha sido aberta ao evangelho e provou ser um dos países mais receptivos na Europa.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">Noventa e dois vagões cheios de suprimentos de <strong>B</strong>em-estar, totalizando cerca de 2.000 toneladas, tinham sido recebidos e distribuídos na Europa. Estes fornecimentos incluíam alimentos, roupas, utensílios, suprimentos médicos e outras necessidades. Alguns membros da Igreja se organizaram e enviaram dezenas de milhares de itens essenciais. A resposta foi grande o suficiente para que a Igreja também fosse capaz de doar grandes quantidades de roupas e alimentos para orfanatos e programas de alimentação em alguns lugares. Várias barracas militares também tinham sido adquiridas e serviram de casa para os santos enquanto reconstruíam. Os países que beneficiaram do esforço monumental de ajuda incluía Grã-Bretanha, França, Holanda, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Polônia, Tchecoslováquia, Áustria e Alemanha. Em março de 1947, as necessidades foram satisfeitas em todos os países, exceto na Alemanha, Áustria e Polônia, o que permitiu que itens extras fossem enviados para os países ainda necessitados.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p><span class="longtext"><span style="font-family: Verdana" lang="PT">O programa de bem-estar de A <a href="http://gospelbrasil.topicboard.net/t3117-igreja-de-jesus-cristo-dos-santos-dos-ultimos-dias" class="external_link_tool">Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias</a> provê as necessidades de vida, para que aqueles que estão em necessidade possam novamente se tornar capazes de prover para si mesmos. Os esforços do Élder Benson e do irmão. Babbel após Segunda Guerra Mundial na Europa, salvou a vida de inúmeras pessoas. O Senhor Abençoou esses homens para que encontrassem maneiras de realizar a tarefa aparentemente impossível de atingir muitas pessoas em tais circunstâncias. Verdadeiramente a promessa do Senhor de que &#8220;ninguém os deterá&#8221; foi cumprida nesta missão.</span></span><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana" lang="PT-BR"> </span></p>
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		<title>O Batalhão Mórmon</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 20:06:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O alistamento do Batalhão Mórmon a serviço dos Estados Unidos, apesar de considerado por muitos, com espanto, e por alguns com medo, provou ser uma grande bênção para a comunidade. É verdade que foi a salvação temporal do nosso acampamento, e apesar de ter sido atendido com perigos e privações, isto ainda tem sido mais [...]]]></description>
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			   </div><h1></h1>
<p>O alistamento do Batalhão <a href="http://www.mormons.eng.br/Escrituras/LivroMormon/LivroMormon.htm" class="external_link_tool">Mórmon</a> a serviço dos Estados Unidos, apesar de considerado por muitos, com espanto, e por alguns com medo, provou ser uma grande bênção para a comunidade. É verdade que foi a salvação temporal do nosso acampamento, e apesar de ter sido atendido com perigos e privações, isto ainda tem sido mais ou menos a sorte de todos nós, e revelou-se uma arma em nossa defesa, um bloqueio no caminho de nossos piores inimigos em que as viúvas, os pobres e os desamparados, e na verdade todo esse povo, foram abrigados. A mão invisível do Senhor é sobre este povo para o bem, e isso nos habilitamos a enganar os nossos inimigos, e no laço que eles colocaram para os nossos pés se tornou a nossa âncora de segurança para uma temporada, pelo que agradecemos ao Senhor.</p>
<p>Do diário de <a href="http://www.mormonwiki.com/mormonism/Brigham_Young">Brigham Young</a></p>
<h3>Porque os Mórmons Não Foram para a Califórnia</h3>
<p>Se fosse para irmos a São Francisco e desenterrar pedaços de ouro, ou encontrá-lo aqui no vale , isso poderia arruinar-nos. Muitos queriam unir a Babilônia e Sião, é o amor ao dinheiro que lhes dói. Se encontrarmos ouro e prata estaríamos escravizados diretamente. Falar em ir embora deste vale que estamos, é algo como o vinagre em meus olhos. Os que amam o mundo não têm seus afetos colocados no Senhor.</p>
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		<title>O Mormonismo na Alemanha</title>
		<link>http://historiamormon.org/893/o-mormonismo-na-alemanha?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-mormonismo-na-alemanha</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 17:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos dos primeiros conversos de língua alemã da Igreja Mórmon se uniram a ela na Inglaterra. Imigrantes Alemães da Inglaterra foram convertidos durante a vida do Profeta Joseph Smith em Londres e depois migraram para Nauvoo, Illinois, onde estabeleceram sua própria congregação Mórmon de língua alemã. Alguns até ajududaram Joseph Smith a aprender alemão para [...]]]></description>
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						        <g:plusone href="http://historiamormon.org/893/o-mormonismo-na-alemanha" size="medium" count="true"></g:plusone>
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			   </div><h1><span style="font-weight: normal;font-size: 13px">Muitos dos primeiros conversos de língua alemã da <a class="external_link_tool" href="http://profetajosephsmith.org/linha_cronologica_de_joseph/vida_joseph_smith/organizacao-da-igreja-mormon">Igreja Mórmon</a> se uniram a ela na Inglaterra. Imigrantes Alemães da Inglaterra foram convertidos durante a vida do Profeta <a class="external_link_tool" href="http://socprofetasvivos.blogspot.com/2008/10/joseph-smith-e-jesus-cristo.html">Joseph Smith</a> em Londres e depois migraram para Nauvoo, Illinois, onde estabeleceram sua própria congregação <a class="external_link_tool" href="http://www.missionariosmormons.org/">Mórmon</a> de língua alemã. Alguns até ajududaram Joseph Smith a aprender alemão para que ele pudesse ler a tradução de Martinho Lutero da Bíblia, que, mais tarde, Joseph comentou, ter sido a melhor tradução que ele leu. De acordo com registros da Igreja, o primeiro alemão a se filiar foi Jacob Zundel, que entrou para a Igreja em Kirtland, Ohio, em 1836. Alexander Nejbauer (também escrito Neibauer) entrou logo após Zundel e mais tarde escreveu anotações sobre um discurso proferido por Joseph Smith, o texto continua a ser um dos primeiros relatos escritos da Primeira Visão de Joseph Smith e o primeiro escrito por alguém que não tenha sido o próprio Joseph Smith.</span></h1>
<p><a href="http://www.historyofmormonism.com/wp-content/uploads/2008/07/brigham-young-mormon.jpg"></a></p>
<p>Em 1840, Brigham Young, que posteriormente foi o segundo Profeta e Presidente da Igreja Mórmon, era então o Presidente da Missão Britânica, e enviou James Howard para as terras de língua alemã. Naquela época não havia a Alemanha, mas sim 31 estados independentes governados por vários príncipes. Ele não teve sucesso e retornou para a Inglaterra logo depois. No ano seguinte, em 1841, Orson Hyde, um dos apóstolos originais, chegou à Alemanha em uma viagem missionária pela Europa. Dotado do conhecimento de línguas, ele passou nove meses na Alemanha e na pregação publicou um folheto sobre <a class="external_link_tool" href="http://www.mormon.org/welcome/0,6929,403-2,00.html">o Livro de Mórmon</a> e de profetas modernos, &#8220;Ein Aus Der Ruf Wüste.&#8221; Sua pregação causou polêmica e recebeu atenção da imprensa alemã, mas poucos ouviram a mensagem. No entanto, em 1843, um converso, Johann Greenig, organizou um grupo de <a class="external_link_tool" href="http://www.mormons.eng.br/">mórmons</a> em sua casa em Darmstadt, a primeira reunião da Igreja Mórmon na Alemanha. Greenig era um nativo de Stockstadt no Reno e se filiou a Igreja Mórmon enquanto estava nos Estados Unidos, retornando em 1843 como um missionário mórmon. A pressão do governo fechou o pequeno ramo rapidamente, e em 1844 Greenig e os outros mórmons em Darmstadt se mudaram para Nauvoo, Illinois, a sede da Igreja Mórmon.</p>
<p>Em 1851, o Élder George Dykes, que estivera pregando na Dinamarca, batizou os primeiros Alemães conversos ao mormonismo ao prega na Alemanha, em Schleswig-Holstein. Dykes viajou para Londres onde se reuniu com Apóstolo John Taylor, que mais tarde se tornou o terceiro presidente da Igreja, e em outubro de 1851, eles voltaram para a Alemanha e pregaram o Evangelho, em Hamburgo. Outros missionários pregando na Itália, Dinamarca e França haviam também pregado em alguns dos territórios limítrofes de língua alemã e encontraram alguns conversos. Em meados de 1852,  a primeira missão da Igreja Mórmon foi criada em Hamburgo com Daniel Carn (algumas histórias dizem Garn) como presidente. Taylor, que era da Inglaterra, já sabia francês, alemão e italiano, e assim em 1852, ele traduziu o Livro de Mórmon para o Alemão e começou a publicar um jornal em língua Alemã, Zions Panier. Em 1852, Dykes e muitos outros Mórmons foram expulsos, mas os Mórmons em Hamburgo, permaneceram. Em agosto de 1853, a primeira congregação (chamada Zweig), foi criada em Hamburgo com uma dúzia de membros. Carn até milagrosamente curou algumas pessoas, mas em meados de 1853 ele foi preso e encarcerado. Outra congregação foi organizada em 1852 em Schlesvig, Alemanha, por Hans Jensen, da Dinamarca. Nos próximos dois anos 128 pessoas seriam batizadas, mas os missionários foram repetidamente presos por agentes alemães enquanto viajavam por todo Hamburgo, Prússia, Saxônia e Württemberg. Em 1853, Daniel Carn foi expulso de Hamburgo, embora outros missionários Mórmons continuassem a trabalhar lá. Carn mudou-se para Mecklenburg-Shwerin e batizou 25 pessoas. Nesse mesmo ano, 13 de agosto de 1853, a primeira emigração organizada dos Mórmons deixaram a Alemanha com destino aos Estados Unidos. A maioria dos que tinham deixado anteriormente tinham sido forçados a sair. Muito embora em 1854 centenas tenham sido batizados na Igreja na Alemanha, a maioria tinha saido, e no final de 1854,  a maioria dos missionários Mórmons foram sido presos e os seus folhetos e publicações tinham sido confiscados, deixando assim apenas 69 membros em toda a Alemanha em quatro cidades: Hamburgo, Boizenburg, Schlesvig e Flensburg.</p>
<p>Para um grupo tão pequeno, eles fizeram muitos inimigos, e muita literatura de oposição foi publicada. 225  milhas de Hamburgo, na cidade de Dresden, Alemanha Oriental, um professor chamado Karl Gottfried Maser (depois mudou para Maeser quando emigrou) leu algumas literaturas anti Mórmon, que estavam circulando por toda a Alemanha. Intrigado com o que poderia trazer tal ódio, Maesar escreveu e pediu para que alguns missionários o visitassem. Após corresponder com o Élder John Van Cott, em Copenhagen, o Elder William Budge e o Apóstolo Franklin D. Richards os visitaram e lhe batizaram em Outubro de 1855, ele organizou a primeira congregação mórmon em Dresden no inverno. Richards, que não falava alemão e Maeser, que na época não falava Inglês, milagrosamente, foram capazes de falar un com o outro sem tradutor. Maeser ficou tão impressionado que ele se convenceu de que ele tinha se unido a verdadeira igreja. Ele não foi apenas o primeiro na Alemanha Oriental a se unir à Igreja Mórmon, mas também o primeiro membro da aristocracia alemã a se juntar à Igreja Mórmon. Maeser nasceu em 16 de janeiro de 1828, em Meissen, Saxônia. Ele participou da Schullehrerseminar Friedrichstadt em Dresden e se graduou com honras em maio de 1848. Ele se tornou um professor em Dresden e um professor particular para as famílias ricas na Boêmia (Bayern). Em 1854, casou-se com Anne Mieth, a filha do diretor da sua escola (veja notícias da BYU para aprender sobre a lousa de Maeser, que ainda existe com alguns de seus próprios escritos na BYU).</p>
<p>Em 1854 e 1855, todos os missionários mórmons e os conversos mórmons foram expulsos de Hamburgo e das regiões vizinhas. Em 1855, Karl Maeser também deixou Dresden com a sua família, mas pregou ao longo do caminho. Ele levou anos para chegar em Utah, porque ele estava tão entusiasmado com o evangelho restaurado que ele foi para Londres e ensinou os imigrantes Alemães trabalhadores lá, onde organizou uma congregação de língua Alemã em Londres e foi chamado a presidir por toda a Escócia por um ano. Ele ganhou sua passagem e viajou para a América, onde trabalhou na Filadélfia para ganhar dinheiro e também pregou em toda a Filadélfia e Virgínia. Em Utah, Maeser mais uma vez tornou-se um professor e continuou a trabalhar com conversos Alemães que chegavam em Utah. Ele organizou algumas das primeiras escolas em Salt Lake City, e foi um professor particular para as crianças de Brigham Young. Mais tarde, foi organista do famoso Coro do Tabernáculo Mórmon. De 1867 a 1870 ele retornou à Alemanha e Suíça, onde ele pregou em toda a terra de língua Alemã e por um tempo foi Presidente de Missão. Durante seu tempo na Alemanha, 600 alemães se filiaram a Igreja, e uma congregação foi estabelecida em Karlsruhe, mas por causa da perseguição, a maioria emigrou para Utah. Maeser também traduziu muitos hinos Mórmons para o Alemão e escreveu alguns dos seus próprios, que ainda aparecem no hinário Alemão da Igreja Mórmon (HLT Gesangbuch). Mesmo depois da Alemanha unificada, a perseguição continuou grave sob governo dos Kaiser, e os missionários Mórmons foram rotineiramente expulsos. No entanto, os Mórmons conseguiram publicar um periódico chamado Der Stern, que começou em 1869. Tem sido publicado continuamente desde então, exceto durante a II Guerra Mundial. Durante a I Guerra Mundial todas as cópias do Der Stern enviadas para os Mórmons de língua Alemã na Inglaterra e na América foram confiscadas pelas potências aliadas que acreditavam ser propaganda Alemã. Em 1967, a revista foi colocada sob o controle do programa de revista da Igreja em Salt Lake City e foram impressos alguns artigos que apareceram na Ensign, a revista de língua oficial Inglesa, bem como artigos apenas para os alemães. Em 2000, o nome da revista foi alterada para: A Liahona. Enquanto que a maioria dos Alemães que se filiaram à Igreja Mórmon saíram rapidamente para a América, os grupos que permaneceram em pequenos bolsões, continuaram a imprimir Der Stern.</p>
<p>Quando Maeser voltou para Utah em 1870, tornou-se professor na Universidade de Deseret (agora Universidade de Utah). Em 1876, Brigham Young pediu a Maeser para assumir a Academia Brigham Young em Provo que estava em dificuldades e torná-la em uma escola digna. Na época, havia apenas 29 alunos, alguns dos quais só podiam ler em um nível elementar. O Presidente Brigham Young aconselhou a &#8220;não ensinar mesmo o alfabeto ou a tabuada sem o Espírito de Deus.&#8221; Nos próximos anos Maeser serviu como professor, diretor, regente, organista, angariador de fundos, e zelador. Até o momento em que ele se aposentou em 1892, a escola teve várias centenas de estudantes, vários departamentos e se tornou escola líder no território, eventualmente mudando seu nome para Universidade Brigham Young. O prédio histórico Maeser no campus da BYU o homenageia.</p>
<p>Depois de deixar a BYU, Maeser supervisionou todas as escolas da Igreja e depois recebeu um doutorado honorário de letras. Em 1898 ele publicou um livro sobre a educação chamada School and Fireside. Ele morreu em 1901.</p>
<p>De 1870  a 1900, o trabalho missionário foi muito lento na Alemanha. Na verdade, a Missão Alemã tinha sido fechada em 1861 e incorporada à Missão Suíça-Italiana, por causa da intensa perseguição na Alemanha que tornava difícil estabelecer uma presença permanente. Em 1897, com a Alemanha unida e mais liberdade de religião estabelecida lá, a Missão Alemã da Igreja Mórmon foi restabelecida com os distritos (semelhante a estacas Mórmon, mas menor), organizados em Berlim, Dresden, Frankfurt am Main, Hamburgo e Stuttgart. Em 1910 haviam 60 pequenas congregações em toda a Alemanha e na Suíça de língua Alemã, com apenas 1.028 mórmons. Durante a I Guerra Mundial, os Mórmons lutaram em exércitos opostos, pela primeira vez, o que para muitos foi a arduoso. 75 Mórmons Alemães e 65 Britânicos morreram na Primeira Guerra Mundial. No entanto, os Mórmons, em ambos os países continuaram a viver o Evangelho da melhor forma que podiam. Até alguns Alemães, se filiaram à Igreja durante a guerra. Gustav Weller foi um piloto exímio da força aérea Alemã. Após um acidente, ele voltou para casa em Chemnitz, na Alemanha, onde sua irmã, recém-convertida à Igreja Mórmon, o levou à Igreja. Ele foi imediatamente batizado e depois de se recuperar, ele trabalhou para uma escola de voo em Schneidemühl, Alemanha, onde ele, pessoalmente, converteu e batizou dezenas de famílias. Mais tarde ele se mudou para Utah, onde fundou uma livraria que ainda é de propriedade da família Weller e é reconhecida como uma das melhores livrarias em Utah.</p>
<p>Durante os tempos difíceis que a Alemanha enfrentou na década de 1920 na República de Weimar, a Igreja Mórmon cresceu exponencialmente e por um tempo, a Alemanha, Áustria, Suíça  lideraram, a Igreja em batismos de conversos. Em 1930 havia mais de 11 mil mórmons nesses países. Estes foram ajudados, enquanto a Igreja e os membros da Igreja na França e na Bélgica compraram caminhões de alimentos e entregaram para os Mórmons carentes na Alemanha. Em 1924 a primeira capela Mórmon foi oficialmente construída em Hamburgo (antes haviam se reunido em casas ou prédios alugados). Naquele mesmo ano, 2.000 pessoas se uniram à Igreja Mórmon na Alemanha. Também nessa época, os missionários Mórmons no Brasil e Argentina tiveram seu maior sucesso entre os imigrantes Alemães, incluindo Wilhelm Spät, em São Paulo, que se tornou um dos maiores líderes da Igreja Mórmon no Brasil e mais tarde presidente de estaca em  São Paulo.</p>
<p>Na década de 1930 os nazistas chegaram ao poder na Alemanha, e por um tempo, os Mórmons, na Alemanha mantiveram-se cautelosos, mas ainda participavam na vida cívica da Alemanha. Missionários mórmons foram ainda convidados a ajudar a treinar os jogadores Alemães de basquete em preparação para as Olimpíadas de 1936 a serem realizadas na Alemanha. Mas infelizmente, os nazistas tomaram registros genealógicos Mórmon para ajudá-los a determinar quem tinha ascendência judaica. O Mormonismo ensina que Deus merece a nossa maior lealdade, mas também encoraja seus membros a serem ativos em suas comunidades e procurar fazer o bem nelas. Poucos Mórmons se juntaram ao Partido Nazista, embora a grande maioria não, e os poucos que aderiram foram apenas oficiais de baixa patente. Alguns boatos têm circulado que os Mórmons conspiraram com os nazistas e que os nazistas basearam seus programas da juventude nos programas de juventude Mórmon. Nenhuma delas é verdadeira, mas porque os Mórmons tentaram ser bons cidadãos, a Igreja Mórmon foi a única igreja &#8220;estrangeira&#8221; que pode continuar a se reunir regularmente e publicamente durante o Terceiro Reich. Com 12 mil mórmons vivendo sob o regime nazista, era inevitável que não houvesse problemas, mas todas as reações dos mórmons aos nazistas, se iguala ao da maioria dos outros grupos.</p>
<p>Até meados de 1930, mais e mais liberdades foram tiradas, e os líderes da Igreja na América tornaram-se mais alarmados. Os programas da Igreja da juventude e programas infantis foram suspensas pelo Governo, e jovens Mórmons eram obrigados a entrar na Juventude Hitlerista. Todas as referências a Sião e Israel, que ocorrem com freqüência nas escrituras mórmons e hinos, foram proibidos. A maioria dos mórmons tiveram suas casas revistadas, e qualquer livro que mencionava Israel foi confiscado. Em 1937, o Presidente Heber J. Grant, o Profeta e Presidente da Igreja Mórmon, visitou a Alemanha. Ele tranquilizou os Mórmons e disse que eles deveriam permanecer na Alemanha e edificar a Igreja ali. Ele prometeu-lhes segurança, se eles vivessem em retidão. Por causa do sucesso missionário, a Alemanha foi dividida em duas missões durante esta visita, a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, sediada em Frankfurt e Berlim, respectivamente. Ele também disse aos membros que eles teriam que aprender a ser independentes, e que teriam de suportar grande parte da responsabilidade do trabalho missionário. Em agosto de 1939, apenas uma semana antes de Hitler invadir a Polônia, todos os 150 missionários estrangeiros foram retirados da Alemanha, e os membros assumiram todo o trabalho. Joseph Fielding Smith, apóstolo e futuro presidente da Igreja, profetizou que todos os missionários Mórmons escapariam da Polónia e da Checoslováquia, sem prejuízo e que a guerra não começaria até que todos estivessem saido. Os últimos missionários deixaram a Europa Oriental em 31 de agosto de 1939. O exército de Hitler invadiu a Polônia no dia seguinte. Há muitas histórias de fugas e resgates milagrosos de como os missionários Mórmons fugiram do exército nazista que se aproximava.</p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, apenas as Igrejas Luterana, Católica e Mórmon foram autorizadas a permanecerem abertas, embora as reuniões da Igreja Mórmon eram observadas por oficiais da SS e rotineiramente a Gestapo interrogava todos os líderes Mórmons. Em desespero, os Mórmons, na Alemanha citavam a décima segunda Regra de Fé, que diz que os Mórmons buscam ser cidadãos leais. Dezenas de milhares de Mórmons foram envolvidos neste conflito em todos os lados da guerra. A Igreja foi afetada em todo o mundo, mas o Profeta, Heber J. Grant, aconselhou os membros a ajudarem uns aos outros para suportar o conflito e a ficarem juntos. Os Mórmons, da Alemanha, na maior parte mantiveram-se seguros, apesar de alguns morrerem como soldados na guerra. Um incidente em Munique (München), no entanto, causou grande distúrbio.</p>
<p>Helmuth Hübener nasceu em 08 de janeiro de 1925, em Hamburgo. Seus avós e  pais tinham sido membros da Igreja Mórmon. Ele foi criado na igreja e foi um escoteiro, até que os nazistas desfizeram o programa e obrigaram todos os jovens a aderir à Juventude Hitlerista. Ele odiava a Juventude Hitlerista, mas foi forçado a assistir. No final de 1930, ele ficou horrorizado com o tratamento dos Judeus, mesmo entre os membros da Igreja que, por medo de suas vidas, impediam as pessoas de ascendência judaica de freqüentar a igreja. Isto o horrorizou, ele se opôs abertamente à tal comportamento. Hübener concluiu o ensino médio em 1941 e iniciou seu aprendizado na Sozialbehörde Hamburgo. Enquanto estava lá, alguns amigos o apresentou ao rádio, e ele começou a ouvir a BBC. Um menino incrivelmente brilhantes e capaz, Hübener e dois amigos da Igreja, Wobbe Rudolf e Schnibbe Karl-Heinz, ouviam a BBC e começaram a traduzir as transmissões compondo panfletos anti-nazistas. Os folhetos atacavam especificamente Hitler, Goebbels e outros funcionários de alta patente. Eles atacavam a guerra e apontaram os efeitos de lavagem cerebral da juventude de Hitler. Eles passavam por Hamburgo à noite entregando os panfletos em caixas de correio, fixando-os nas paredes ou deixando-os em lugares públicos. No total, eles imprimiram 60 diferentes folhetos atacando os nazistas. Em fevereiro de 1942, com apenas 17 anos, foi preso pela Gestapo ao traduzir seus panfletos para o Francês para dar aos prisioneiros de guerra. Em 11 de agosto de 1942, ele foi julgado diante da Volksgerichtshof em  Berlim. Ele foi decapitado em 27 de outubro na prisão de Ploetzensee, a pessoa mais jovem a ser julgada e executada pelos nazistas. Schnibbe Wobbe e foram detidos e presos.</p>
<p>A família de Hübener e até mesmo o oficial que o tinha prendido imploraram por misericórdia, mas o tribunal decidiu que Hübener provou ser tão inteligente quanto um adulto e capaz de muito mal. Hoje em Hamburgo, um centro de juventude e uma rua tem seu nome em sua homenagem. Wobbe e Schnibbe acabaram sendo libertados dos campos de prisão pelos soldados aliados. Schnibbe ainda está vivo e mora em Salt  Lake City, Utah, embora tenha passado muitos anos difíceis como um prisioneiro na Rússia.</p>
<p>Os membros da congregação Hübener em Hamburgo temiam por suas vidas, já que a Gestapo investigava todos eles. Em um esforço para salvar suas vidas, o Bispo local excomungou Hübener e rejeitou suas ações. Isso poupou as vidas dos membros, no entanto, uma vez que a política da Igreja diz que nenhum membro pode ser excomungado sem estar presente, a decisão foi anulada após a morte de Hübener. Embora possa ser fácil criticar as ações dos membros de sua congregação por falta de coragem em apoiar o corajoso Hübener, é importante lembrar que eles tinham famílias e crianças para proteger. Teria sido nobre enfrentar as atrocidades que ocorreram, mas não podem ser acusados de tentar salvar suas famílias. Hoje, Hübener é homenageado como um dos maiores Mórmons na história da Alemanha, homenageado pelos Mórmons e não-Mórmons do mesmo jeito. Livros e documentários foram  feitos sobre sua vida, e inúmeras coisas levam seu nome em sua honra.</p>
<p>Outros Mórmons na Alemanha enfrentaram dificuldades também. Um oficial Mórmon, Walter Krause, se recusou a executar os prisioneiros de guerra, um ato que ele via como assassinato. Confrontado com a disciplina militar, um oficial sênior amigável que respeitava Krause o ajudou a ser designado para ser o chefe de companhia, um rebaixamento. Ele aceitou. 45 milhões pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial em todo o mundo, mas, milagrosamente, apenas 600 dos mais de 12.000 alemães Mórmons morreram, e praticamente todas as mortes ocorreram durante o bombardeio de Hamburgo por aviões aliados em 1943. No entanto, mais de 600 se filiaram à Igreja durante a guerra e por isso a Igreja Mórmon realmente cresceu na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. A profecia de Heber J. Grant tinha se tornado realidade.</p>
<p>Após a guerra, embora poucos Mórmons haviam morrido, quase todos sofreram e perderam muito. O caos que se seguiu à guerra foi, em alguns casos mais difícil do que a própria guerra. Ao longo da década de 1940, no entanto, o Presidente Grant tinha incitado os Mórmons nos Estados Unidos a estocar alimentos, cobertores, roupas e outras necessidades para dar à Europa depois da guerra. Quase logo que o armistício foi assinado, o apóstolo Ezra Taft Benson foi enviado à Europa para supervisionar a igreja lá e para ajudar na reconstrução. Os Mórmons na Holanda coletaram 60 toneladas de batatas e enviaram para os Mórmons, na Alemanha. Os militares dos EUA providenciaram barcos para transportar as toneladas de alimentos, roupas, cobertores e equipamentos médicos que a Igreja tinha recolhido durante a guerra. Em 1947, os missionários Mórmons haviam retornado à Alemanha, mas os Russos proibiram qualquer estrangeiro de entrar na Alemanha Oriental ou Berlim Oriental. Nas próximas décadas, vários milhares de Mórmons na Alemanha Oriental seriam praticamente isolados do resto da Igreja, mas a maioria permaneceu fiel. Durante os primeiros anos de reconstrução, militares Mórmons dos Estados Unidos e Grã-Bretanha usaram seu tempo livre a ajudar Alemães Mórmons a reconstruirem suas casas e capelas, e através de seus esforços, os batismos aumentaram dramaticamente após a Guerra. Ezra Taft Benson ainda obteve permissão para visitar os Mórmons de língua Aalemã na Polônia Ocidental. Talvez a contribuição mais incomum de um Mórmon no esforço de reconstrução veio quando os Russos fecharam Berlim Ocidental. Durante o transporte aéreo de Berlim (Luftbrücke), O coronel Gail Halvorsen de Utah se tornou um dos pilotos. Entregou toneladas de alimentos para os Alemães Orientais, mas logo percebeu que as crianças não tinham doces. Ele começou a trazer chocolates e gomas de mascar com ele em cada viagem. Para anunciar que avião era dele, ele iria balançar as asas para trás e para frente e depois soltar os doces. Ele ficou conhecido como o Flieger Schokoladen ou o Bombardeiro de Doces.</p>
<p>Ao longo dos próximos anos, a Igreja continuou a crescer. Em 1954 a igreja recebeu o status de sociedade legalmente reconhecida (como Körperschaft des öffentlichen Rechts). Em 1961 estacas (semelhantes às arquidioceses) foram criadas em Berlim, Stuttgart e Hamburgo. Mais e mais jovens Alemães começaram a servir como missionários Mórmons, tanto em outras partes da Europa de língua Alemã como em todo o mundo. Em 1955, o primeiro Templo Mórmon na Europa foi construído em Berna, na Suíça, o que permitiu que os Mórmons de língua alemã visitassem o seu próprio templo. Foi a primeira vez que o Inglês não era a principal língua falada no templo. Gordon B. Hinckley, um funcionário do departamento de comunicação da Igreja, e que depois se tornou presidente e profeta da Igreja Mórmon, ajudou a supervisionar a construção e ajudou a desenhar os diferentes meios necessários para permitir ao templo operar em vários idiomas. Foi o primeiro templo a ter fones de ouvido e vídeos para ajudar a apresentar as cerimônias. Junto com a cerimônia de dedicação o Coro do Tabernáculo Mórmon excursionou pela Europa e até mesmo se apresentou em Berlim, com permissão especial do governo Russo. Mais capelas foram construídas nesta época em toda a Alemanha. Na verdade, a primeira capela Mórmon construída na Europa após a Segunda Guerra Mundial foi construído em Berlim-Dahlem em 1950. Outros Mórmons na Alemanha, que tinham sido forçados a se reunir em casas alugadas ou restaurantes tiveram suas capelas. Praticamente toda a congregação tinha uma até 1959.</p>
<p>Durante este tempo, os mórmons da Alemanha começaram a amadurecer no Evangelho e em suas habilidades de liderança. Muitos membros do Quórum dos Setenta são provenientes da Alemanha. O mais proeminente tem sido F. Enzio Busche de Dortmund, que possui a Imprensa Busche, a maior empresa de impressão em offset, na Alemanha, e Dieter F. Uchtdorf de Zwickau na Alemanha (embora ele tenha nascido em Ostrava nos Sudetos da República Checa). Ele era um piloto da Lufthansa, se tornou o primeiro Apóstolo Alemão na Igreja Mórmon, e é agora Segundo Conselheiro na Primeira Presidência.</p>
<p>A Alemanha Oriental teve uma história diferente. Enquanto a Alemanha Ocidental crescia, e os missionários Mórmons continuavam pregando com resultados de quase triplicar a adesão de membros na Alemanha Ocidental nas décadas seguintes, na Alemanha Oriental, no entanto, 3.500 Mórmons haviam estado presos atrás da Cortina de Ferro após a Segunda Guerra Mundial. Eles foram autorizados fazer a adoração, mas tinham pouco contato com os membros, quer na América ou na Alemanha Ocidental, nem podiam freqüentar o templo em Berna. Em 1969, em uma conferência especial da Igreja realizada em Görlitz, o Élder Thomas S. Monson, do Quórum dos Doze Apóstolos, profetizou que, se os Mórmons da Alemanha Oriental se mantivessem fieis, eles teriam as bênçãos do templo. Em 1975, a Igreja Mórmon começou a ter membros locais como missionários, a Igreja cresceu e alguns missionários estrangeiros foram autorizados, a única Igreja permitida a fazê-lo. Em 1982, foi organizada uma estaca em Freiberg e uma segunda foi organizada em Leipzig em 1984. Mais milagroso, porém, foi a construção do templo Mórmon Freiberg. Como os mórmons não poderiam deixar o bloco soviético para freqüentar o templo em Berna, Thomas S. Monson trabalhou junto aos funcionários da Alemanha Oriental. Seus corações foram atenuadas e o Templo foi construído em 1985. Na verdade, o templo de Freiberg foi mais fácil de construir do que o Templo de Frankfurt, na Alemanha Ocidental. 90.000 pessoas visitaram o Templo de Freiberg antes de dedicado, o que representou 20 vezes mais do que o número de Mórmons na Alemanha Oriental.</p>
<p>Quando o Muro de Berlim caiu em 1989, os Mórmons Alemães estavam entre os que celebraram a liberdade de encontrar amigos há muito tempo perdidos. Imediatamente os missionários foram enviados de volta com força total para a Alemanha Oriental. Já, na primavera de 1989, enquanto a Alemanha Oriental começava a diminuir os seus requisitos de vistos, a Igreja organizou a Missão Alemanha Dresden e enviou cerca de 20 missionários. Normas estritas requeriam que não pregassem em público nem ir de porta em porta, mas o trabalho missionário dos membros fez com que até o final do ano, 669 pessoas se unissem à Igreja. Com a Alemanha reunificada em 1990, ela tornou-se o primeiro país além dos Estados Unidos a ter dois templos Mórmons.</p>
<p>Nos últimos 20 anos, a Igreja na Alemanha, amadureceu e, apesar de não ter tido batismos com o ritmo que eles tiveram nas décadas de 1920, 1930 e 1950, a Alemanha continuou a crescer. Hoje existem cerca de 37 mil Mórmons com 184 congregações e 158 capelas Mórmons e dois templos no Bundesrepublik. A centralização das operações da Igreja Mórmon na Europa estão agora com sede em Frankfurt em Main, perto do Templo de Frankfurt. Mórmons alemães são conhecidos pela sua dedicação e trabalho árduo, e missionários retornados da Alemanha observaram que quando um Alemão compromete-se com a Igreja, é para eles um compromisso sério, e poucos desistem. Congregações Alemães da Igreja Mórmon desenvolveram suas próprias tradições ao longo dos anos, incluindo diversos grupos teatrais e musicais, alguns dos quais já fizeram turnê pela Alemanha e tiveram intercâmbio com coros Mórmon e grupos de dança da BYU. Os Mórmons Alemães são conhecidos por sua dedicação às causas humanitárias. Em 2002, os Mórmons da Europa, incluindo Alemães, levantaram 110 mil euros para a Cruz Vermelha Alemã para ajuda às vítimas de uma erupção vulcânica no Zaire. Mais recentemente, os Mormons Alemães levantaram 635.000 dólares de alimentos, bombas de água, equipamentos sanitários, cobertores e roupas para ajudar as vítimas das inundações na Europa.</p>
<p>Em 2002, duas meninas Mórmon da Alemanha, Sabine e Ruckauer Wartosch Stephanie jogaram hóquei para a Alemanha nos Jogos Olímpicos de Salt Lake City e tornaram-se uma ligeira obsessão na Alemanha, porque elas foram as primeiros Mórmons a se tornarem estrelas do esporte nacional. Uma enxurrada de artigos, alguns positivos e outros negativos, seguidos nos principais jornais alemães como &#8220;Der Spiegel&#8221;, &#8220;Die Welt&#8221; e &#8220;Die Zeit&#8221;. Em 2003, um museu em Kornwestheim realizou uma exposição sobre os Mórmons Alemães da década de 1840 e 50 que emigraram para a América. A exposição focou em Karl  G. Maeser por que se tornou o fundador da maior universidade privada nos Estados Unidos, BYU. Os Mórmons também ajudaram a patrocinar a exposição de 2004 dos Manuscritos Mar Morto, na Alemanha. Em 2005, os Alemães comemoraram o 50° aniversário do Templo de Berna e do 20º aniversário de um templo na Alemanha. Mórmons na Alemanha têm estado ativos em ajudar na última década a Alemanha a organizar seus registros, especialmente registros genealógicos. Desde que Dieter F. Uchtdorf se tornou um apóstolo da Igreja Mórmon, ele se reuniu várias vezes com altos funcionários Alemães, incluindo o chanceler, e ajudou a levar a obra da Igreja a frente.</p>
<p>Hoje, os Mórmons na Alemanha não são obrigados a fugir, nem há risco de serem jogados na prisão por suas crenças, e dezenas de milhares se uniram à Igreja sabendo ser a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. No entanto, ainda há muitas críticas e condescendência dirigidas aos Mórmons na Alemanha porque, como o país tem crescido menos religioso e mais secular, os Mórmons, tanto na Alemanha como nos Estados Unidos têm se destacado estando contra essa tendência secularizante. Para muitos Alemães não-religiosos isto é o melhor antiquado e bizarro na moda tradicional e antiga, mas outros comparam os Mórmons a extremistas religiosos, como Al-Qaeda, e muitos livros e panfletos e sites produzidos em Alemão atacam os Mórmons. Mórmons Alemães, no entanto, continuaram a crescer na fé e em  números. A Alemanha também tem sido importante na história da Igreja. Ela teve a revista de maior duração na Igreja Mórmon (Der Stern), e produziu alguns dos maiores líderes do Mormonismo como Maeser, Weller, Spät e Uchtdorf. Mórmons Alemães também tiveram um impacto na história Alemã através do seu serviço, caridade e sua vontade de fazer o que é certo.</p>
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		<title>Russos Permitem Acesso de Programa de Bem Estar ao Leste da Alemanha</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 23:40:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Isso não aconteceu até perto do fim da missão do irmão Babbel, em 1947, quando foi finalmente dada a permissão para mandar suprimentos de bem-estar para o setor Russo em Berlim, tal permissão foi negada por algum tempo. Os santos lá ficaram tão gratos. Muitas vidas foram salvas pelo recebimento desses bens. No entanto, os [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.historyofmormonism.com/wp-content/uploads/2009/11/mormon-aid.jpg"></a></p>
<p>Esta foi a tarefa mais difícil que o irmão Babbel tinha sido designado. Sem ordens militares que o autorizasse, o irmão Babbel conseguiu negociar a entrada em Berlim. Uma vez lá, ele foi capaz de marcar um encontro com o general russo no comando da Alemanha Oriental. Depois de explicar os seus desejos e planos, o irmão Babbel, mais uma vez pediu permissão, que  foi negada. Sentindo-se guiado pelo Espírito, o irmão Babbel disse, &#8220;Geral&#8221; (chamando-o pelo nome), estou grato por me conceder este privilégio de discutir esta questão tão vital com você. Sinceramente, eu o respeito e percebo que você deve ter boas e válidas razões para me dar a resposta que acaba de me dar.</p>
<p>&#8220;Mas se você for tão franco e honesto comigo, como eu tenho sido com você, você deve, pelo menos, reconhecer que eu tenho dito a verdade sobre estes assuntos. Não temos segundas intenções, estamos interessados apenas em ajudar a manter algumas dessas pessoas extremamente carentes vivas; e não me importo com quem recebe o crédito&#8221;</p>
<p>Depois do que o irmão Babbel referindo como uma pausa perceptível, o general sorriu e disse: &#8220;Devo admitir que você foi extremamente sincero e honesto com a gente&#8230; e por causa disso, estamos felizes em lhe conceder permissão! &#8220;</p>
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		<title>Condições na Europa</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 21:57:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Este é um trecho de uma carta da Primeira Presidência sobre a condição dos Santos Europeus após a Segunda Guerra Mundial feito por Ezra Taft Benson: &#8220;A condição geral dos Santos está melhorando diariamente. Espiritualmente foi boa durante toda a guerra e talvez nunca tenha estado melhor do que é agora. Os líderes de missão [...]]]></description>
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<form>&#8220;A condição geral dos Santos está melhorando diariamente. Espiritualmente foi boa durante toda a guerra e talvez nunca tenha estado melhor do que é agora. Os líderes de missão em todos os lugares, relatam que em suas experiências os Santos nunca viveram tão completamente a lei do dízimo e mantiveram a Palavra de Sabedoria e de outra forma mantiveram os padrões da Igreja. Enquanto os santos foram chamados a suportar dificuldades quase além de qualquer descrição, em muitos casos, ainda assim mantiveram esperançosos e otimistas, mesmo durante a ocupação de seus países por um inimigo estrangeiro, quando por vezes, eles temiam por suas vidas.</form>
<form> </form>
<form>&#8220;Durante as últimas duas ou três semanas temos andado em trens sem aquecimento, caminhões e aviões para visitar as diversas missões, mas em todos os casos, fomos recebidos na nossa chegada com tanto amor e calor espiritual que qualquer dificuldades encontradas em nossas viagens foram logo esquecidas. Provavelmente, o evangelho nunca foi tão plenamente apreciado pelos Santos na Europa, como o foi durante o período da guerra recente. Já os amávamos profundamente e tenho certeza de que não podemos dizer o suficiente em louvor de sua devoção à verdade e seu amor as Autoridades Gerais da Igreja &#8220;.</p>
</form>
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		<title>Reconstruindo a Igreja na Alemanha após a Segunda Guerra</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 20:41:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi um dos paises mais destruídos. Apesar do papel que a Alemanha teve na II Guerra Mundial, os líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (comunmente conhecida como a Igreja Mórmon) estavam preocupados com todos que sofreram na guerra e estavam ansiosos pelos [...]]]></description>
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			   </div><p><a href="http://historiamormon.org/files/2010/12/Alemanha.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-874" src="http://historiamormon.org/files/2010/12/Alemanha.jpg" alt="" width="201" height="250" /></a>Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi um dos paises mais destruídos. Apesar do papel que a Alemanha teve na II Guerra Mundial, os líderes de A Igreja de <a class="external_link_tool" href="http://lds.org/languages/mainmenu/0,5362,88-2,00.html">Jesus Cristo</a> dos Santos dos Últimos Dias (comunmente conhecida como a <a class="external_link_tool" href="http://gmormon.org/450/reunioes-da-igreja-mormon-de-um-modo-simples">Igreja Mórmon</a>) estavam preocupados com todos que sofreram na guerra e estavam ansiosos pelos Santos Alemães. Tão logo foram permitidos, eles enviaram ajuda, mas antes que a Igreja fosse possibilitada de chegar lá, muitos santos se uniram para ajudar a reconstruir suas terras, concentrando-se uma boa parte em sua religião e coligando os membros em um só corpo.</p>
<p>Em Hamburgo, na Alemanha, dois irmãos que eram membros de um Ramo local da Igreja de <a class="external_link_tool" href="http://lds.org/languages/mainmenu/0,5362,88-2,00.html">Jesus</a> Cristo dos Santos dos Últimos Dias foram fundamentais para ajudar a reconstruir a Igreja em sua área. Em 27 de julho de 1943, Hamburgo foi fortemente bombardeada por mais de 700 aviões aliados no que foi chamado de Operação Gomorra. O bombardeio criou uma tempestade de fogo com ventos de 240 km por hora e temperaturas de 815 graus Celsius resultando na morte de 40.000 pessoas.</p>
<p>Gerhard Fricke estava com 20 anos de idade no momento do bombardeio, mas escapou do serviço militar devido a um impedimento na fala. Sua mãe se filiou a Igreja <a class="external_link_tool" href="http://wapedia.mobi/pt/Livro_de_M%C3%B3rmon">Mórmon</a> em 1910 e ele e seu irmão mais novo, Harald, ambos eram ativos na congregação local. A <a class="external_link_tool" href="http://lds.org/languages/gospeldoctrine/familyguidebook/start_here_59.pdf">família</a> inteira foi milagrosamente preservada durante o bombardeio, mas depois os dois irmãos foram recrutados para o exército, com Gerhard sendo enviado para a Frente Ocidental e Harald para o Leste. Ambos foram, essencialmente, prisioneiros de guerra por um bom tempo após o fim da guerra, mas ambos acabaram conseguiu voltar para casa.</p>
<p>Harald foi prisioneiro na Rússia por um ano e meio. E quando ele ficou muito doente para continuar, os russos o mandaram para casa. Depois de uma viagem de quatro semanas durante as quais muitos outros morreram, Harald finalmente chegou inteiro. Após os seus retornos, os rapazes tornaram-se ativos na Igreja novamente. Harald serviu como bispo durante 15 anos e no Sumo Conselho por 22 anos. Hoje, aos 83 anos, ele continua a manter o edifício da Ala Hamburgo.</p>
<p>Ao retornar Gerhard casou-se, ele e sua esposa sairam de um apartamento novo e agradável para atender a um chamado de seu líder local para restaurar a capela que tinha sido concedida usar pelo governo. Qualquer edifício era difícil de conseguir, e o da vila que tiveram permissão de usar estava em ruínas. Gerhard e sua esposa se mudaram para este edifício e lentamente reconstruíram tudo. Este edifício serve de capela para a Ala de Altona em Hamburgo, Alemanha. Através da constante dedicação dos Frickes, o edifício esta hoje protegido pela legislação como um monumento do Estado. Embora Gerhard e sua esposa tenham se aposentado como curadores desse prédio a quase 20 anos atrás, eles continuam vivendo perto do edifício e continuam a cuidar dele. É a dedicação e o sacrifício de pessoas como essas que ajudaram a fortalecer a Igreja na Europa após a Segunda Guerra Mundial, trazendo esperança para as pessoas cujo mundo havia sido destruído e dilacerado. A Igreja foi capaz de trazer a ajuda que era muito necessária aos milhares através dos esforços dos santos fiéis lá.</p>
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		<title>Primeiras Missões Mormons</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 09:07:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Trabalho missionário]]></category>

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		<description><![CDATA[De 1830 a 1837 os missionários Mórmons continuavam a pregar à medida que eles viajavam, frequentemente chamados por revelação ao Profeta Joseph Smith para pregar por um período não especifico de tempo, geralmente alguns meses, em Nova Inglaterra, Canadá, ou nas regiões ao redor de Kirtland, Ohio. Em 1831 e 1832 Joseph Smith serviu várias [...]]]></description>
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<p>De 1830 a  1837 os<a href="http://www.missionariosmormons.org/"> missionários Mórmons</a> continuavam a pregar à medida que eles viajavam,  frequentemente chamados por revelação ao<a href="joseph_smith_o-profeta"> Profeta Joseph Smith</a> para pregar por  um período não especifico de tempo, geralmente alguns meses, em Nova  Inglaterra, Canadá, ou nas regiões ao redor de Kirtland, Ohio. Em 1831 e 1832  <a href="http://josephsmithpapers.org/" class="external_link_tool">Joseph Smith</a> serviu várias missões curtas em todo o Ohio, para conter os  rumores e escândalos que estavam sendo espalhados pelos jornais locais, por um  ex-<a href="http://igrejamormon.net/45/como-servir-uma-missao-mormon-abencoou-minha-vida-e-a-das-pessoas-a-quem-servi" class="external_link_tool">Mórmon</a> furioso chamado Ezra Booth. Os <a href="http://www.igrejadejesuscristo.org/">Mórmons</a> também começaram a imprimir os  seus próprios jornais em Kirtland e no Missouri, esperando conter e apagar as  impressões negativas que estavam circulando. Através desses missionários,  alguns dos quais, como <a href="brigham_young_biografia">Brigham Young</a>, fizeram dezenas de missões curtas durante  esse período, e centenas se filiaram a<a href="http://pt.mormonwiki.com/Igreja_Mormon"> Igreja Mórmon</a> e em 1837 já havia  aproximadamente 16.000 <a href="http://www.templosmormons.com/" class="external_link_tool">Mórmons</a>, um crescimento fenomenal para os sete anos da  <a href="http://giuseppemartinengo.net/?cat=3" class="external_link_tool">Igreja Mórmon</a>. No verão de 1832, um outro grupo de <a href="http://www.direito2.com.br/asen/2007/nov/22/senado-homenageia-missionarios-mormons" class="external_link_tool">missionários Mórmons</a> começou  as primeiras missões internacionais da nova Igreja, viajando para Toronto,  Canadá, onde batizaram muitas pessoas, incluindo um jovem rapaz, em 1837,  chamado <a href="john_taylor_biografia">John Taylor</a>, que mais tarde veio a ser o terceiro profeta e presidente  da Igreja Mórmon.</p>
<h1><strong><strong><a href="http://historiamormon.org/files/2008/07/Missionaries-Elders.jpg"><img src="http://historiamormon.org/files/2008/07/Missionaries-Elders.jpg" alt="Missionaries Elders" width="120" height="120" class="alignleft size-full wp-image-581" /></a></strong></strong></h1>
<p>Em 1837 a  primeira missão foi organizada. Uma missão na Igreja Mórmon é uma força missionária  organizada guiada por um presidente de missão e geralmente cobrindo uma área  geográfica especíica. O primeiro presidente de missão foi<a href="http://pt.mormonwiki.com/Heber_C._Kimball"> Heber C. Kimball</a>.  Kimball, que em 1835 havia se tornado um dos primeiros <a href="http://pt.mormonwiki.com/Quorum_dos_Doze_Apostolos">Apóstolos</a> de Jesus Cristo nesta dispensação, foi chamado para guiar os primeiros esforços  missionários Mórmons fora da América do Norte; ele foi para as Ilhas  Britânicas.</p>
<p>Isso também representa a primeira das duas missões dos Doze  Apóstolos à Inglaterra. Ele foi acompanhado por Orson Hyde, um outro Apóstolo,  e eles começaram a pregar em Preston, Inglaterra, onde os parentes de Mórmons  conversos do Canadá moravam. Os missionários Mórmons viram, nas décadas  seguintes, um crescimento monstruoso na Inglaterra e até mesmo um sucesso  atônito. No ano seguinte, eles batizaram 1.500 pessoas.</p>
<p>A segunda  missão apostólica à Inglaterra começou em 1839. Essa missão durou até 1841 e  eles batizaram mais de 4.000 pessoas. Desta vez, a maioria dos Apóstolos foi,  incluindo o Apóstolos recém chamados<a href="wilford_woodruff_biografia"> Wilford Woodruff</a> e John Taylor. Woodruff  se tornou um dos maiores missionários Mórmons na história da Igreja Mórmon,  batizando pessoalmente mais de mil pessoas nesta missão. Eles também começaram  em Preston, mas se espalharam para o restante da Inglaterra, País de Gales, Irlanda  e Escócia. Os primeiros Mórmons eram encorajados a se coligarem e eventualmente  se mudar para os Estados Unidos, imigrando diretamente para Nauvoo, Illinois, o  qual depois de 1839 se tornou o centro da Igreja Mórmon e o local do<a href="http://www.igrejamormon.org/templos_mormons.html"> Templo</a> de  Nauvoo. Nas décadas seguintes mais de 50.000 Mórmons emigraram das Ilhas  Britânicas para os Estados Unidos. A Inglaterra também se tornou a base de  operações para futuros trabalhos missionários na Europa e no Oriente Médio. Os  Mórmons se tornaram tão numerosos na Inglaterra que eles publicaram jornais e  hinários, e por um tempo, na década de 1850, os Mórmons na Inglaterra eram mais  numerosos que os Mórmons nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Ir para Missionários  Mórmons em Países fora dos Estados Unidos</strong></p>
</div>
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		<title>Templos Mórmons</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 09:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Templos Mórmons]]></category>
		<category><![CDATA[Tópicos Especiais]]></category>

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		<description><![CDATA[Os templos Mórmons são designados para ser um local separado do mundo, mais que as próprias capelas. A atmosfera do templo Mórmon deve ser pacifica, um refugio do mundo como um local onde o Espírito de Deus pode ter grande influencia sobre os homens. Por estas razões, somente os Mórmons que tem se preparado através [...]]]></description>
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			   </div><div>
<h1><strong> </strong></h1>
<p>Os templos  <a href="http://www.templosmormons.com/" class="external_link_tool">Mórmons</a> são designados para ser um local separado do mundo, mais que as  próprias capelas. A atmosfera do <a href="http://www.familiaseternas.org/templos_mormons.html">templo Mórmon</a> deve ser pacifica, um refugio do mundo como um local onde o Espírito de Deus  pode ter grande influencia sobre os homens. Por estas razões, somente os  Mórmons que tem se preparado através da fé, arrependimento no nome de <a href="http://jesus.christ.org" class="external_link_tool">Jesus</a> Cristo podem entrar no templo. Os templos Mórmons são a Casa de Deus, e o um  Local Santo onde as pessoas aprendem sobre Deus e seu plano para toda a  humanidade onde eles participam em cerimônias templários sagradas que os ajudam  a preparar para a vida.</p>
<p>Deus tem  revelado para profetas Mórmons modernos, como <a href="http://www.templesquarehospitality.com/services/weddings.php" class="external_link_tool">Joseph Smith</a>, que certas  cerimônias podem ser apenas realizadas nos templos. Os Mórmons as chamam de  ordenanças, ou cerimônias, sagradas do templo. Ordenanças são cerimônias  simbólicas as quais ensinam verdades sobre Deus através do qual uma pessoa pode  fazer poderosos convênios com Deus. Uma das coisas mais importantes que  acontecem nos templos Mórmons são os convênios com Deus.</p>
<p>Dentro de  um <a href="http://www.igrejadejesuscristo.org/templos_mormons" class="external_link_tool">templo Mórmon</a> existem duas ordenanças principais realizadas para os membros  da <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,igreja-mormon-decide-construir-templo-em-fortaleza,445412,0.htm" class="external_link_tool">Igreja Mórmon</a>. a primeira dessas cerimônias do templo é conhecida como <a href="http://www.igrejamormon.com/endowment_mormon.html">Endowment ou  Investiduras do Templo</a>, e a segunda como uma ordenança seladora, chamada de <a href="http://www.familiaseternas.org/selamento.html">Selamento</a>, chave  para o casamento celestial ou casamento eterno. A primeira ordenança é  designada para indivíduos, e a segunda é designada para criar famílias eternas.  Essas ordenanças são muito sagradas e santas, portanto, os Mórmons fiéis não  falam de seus detalhes fora dos templos, mesmo uns com os outros. Ainda que  nenhuma doutrina é ensinada nos templos Mórmons não seja ensinada em público,  as cerimônias em si são vistas como muito sagradas e pessoais.</p>
<p>Os Mórmons  que já participaram dessas sagradas cerimônias dos templos Mórmons fazem  convênios com Deus. Como um lembrete desses convênios feitos, os Mórmons fiéis usam  uma vestimenta especial, chamadas de Garment, o tempo todo por baixo de suas  vestimentas normais. Os garments sagrados, que algumas pessoas fora da Igreja  Mórmon os chamam de “roupas Mórmons”, é uma expressão externa e um símbolo dos  convênios que os Mórmons fizeram com Deus e das promessas que Deus tem feito  com os homens.</p>
<p>Os templos  não são feitos somente para que as cerimônias sejam realizadas para os vivos,  mas as ordenanças dos templos Mórmons podem ser realizadas também em favor  daquelas pessoas que já faleceram. Os Mórmons acreditam que as ordenanças  terrenas precisam ser realizadas, mesmo para aqueles que já não podem  realizá-las por si mesmos. Existem muitas pessoas que viveram nesta Terra sem a  oportunidade de ouvir o nome de Jesus Cristo, ou que veio a entender o  sacrifício que Ele realizou pelos homens. Seria justo se Deus os confinassem no  inferno por não acreditar em alguém de quem eles nunca ouviram falar?</p>
<p>Todas as  ordenanças realizadas nos templos Mórmons para os membros vivos da Igreja  Mórmon são também realizados, por procuração, para as pessoas que já faleceram.  Os casamentos do templo, selamentos, e investiduras, são realizados com alguém  que simbolicamente representa a pessoa falecida. Os batismos também são  realizados por procuração pelas pessoas que já faleceram. O <a href="http://www.familiaseternas.org/batismo_pelos_mortos.html">batismo pelos Mortos</a>,  como é chamado, é uma das cerimônias do templo mais amplamente conhecidas.</p>
<p>Por não  tempos uma maneira de saber quem irá aceitar ou não o evangelho de Jesus  Cristo, as ordenanças do templo são realizadas por todos os que faleceram. Ter  um membro da família que já faleceu batizado por procuração não compromete a  pessoa falecida a aceitar um “batismo Mórmon”. Ao invés disto, ela meramente dá  a oportunidade para a pessoa aceitar ou rejeitar essa ordenança, como ele  escolher.</p>
<p>Para  descobrir aqueles que não tiveram a oportunidade de aceitar o batismo em nome  de Jesus Cristo através de quem possua a devida autoridade aqui na Terra, os <a href="http://www.igrejadejesuscristo.org/">Mórmons</a> acreditam que a  genealogia e <a href="http://www.familiaseternas.org/historia_da_familia.html">a  história da família</a> são um trabalho muito importante. Os Mórmons possuem  hoje o maior centro genealógico do planeta e está disponível online para ajudar  a todos a procurar por seus antepassados falecidos. Os Mórmons acreditam que o  interesse que as pessoas tem em procurar por seus antepassados é um trabalho  inspirado por Deus para abençoar todos os seus filhos. A Igreja Mórmon possui  um site onde as pessoas podem pesquisar os seus antepassados – <a href="http://www.familysearch.com/">www.familysearch.com</a> – porém o site não  possui ainda uma tradução para o português, sendo ele todo em inglês.</p>
</div>
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